quarta-feira, 15 de junho de 2016

[Notícia] Ssamba, Autora de Fluttering Feelings, em Estado de Saúde Grave, deixa Comunicado

Um pouco atrasado, já que a notícia saiu ontem (anteontem na verdade, mas era quase meia noite), mas não deixa de ser importante mostrar essa notícia, que não é nada boa.

A autora da webcomic coreana, Fluttering Feelings, que tem tido grande sucesso entre os leitores, encontra-se em estado de câncer terminal.

No seu comunicado explica que , no seu caso, terá que ser feita uma grande cirurgia, por que seu caso não é tão simples, e não sabe se poderá continuar desenhando. Ela agradece por tudo e demonstra bastante felicidade, com o público e com sua obra.

A única coisa que podemos fazer agora é esperar que tudo dê certo e, possivelmente o mundo não precise perder esse talento.

Junto com sua nota (que pode ser lida AQUI , se você manja dos coreanos, ou se arrisca a ir no tradutor), ela postou os seguintes dois desenhos.




Até a próxima.
Leia Mais ››

domingo, 12 de junho de 2016

[HQ/Review] The Sandman : A Fantasia de Gaiman Revolucionando os Quadrinhos

 Hoje venho apresentar vocês ao maravilhoso universo de The Sandman.

Eu poderia estar fazendo uma postagem acerca do Dia dos Namorados, até cogitei, mas definitivamente não faz meu estilo fazer uma dessas postagenzinhas romântico-nerds que tem por aí, e já tem um bom tempo que quero falar sobre essa grande obra que se tornou um grande marco no mundo das HQs.

Devo dizer que, em parte, a demora a postar sobre isso se deve ao fato de não me considerar tão digno de falar de uma obra tão incrível, mas, enfim, uma hora ou outra iria ter que falar. Já aviso logo, me desculpem pelo tamanho do post e por, se por acaso esqueci de mencionar algo que acharam necessário, é simplesmente muita coisa.



O Início de um Mundo de Sonhos.

Em Janeiro de 1989 iniciou-se uma longa jornada de 75 capítulos, no selo Vertigo da DC Comics, do que viria a ser provavelmente a obra mais marcante do escritor inglês Neil Gaiman, embora naquela época ele nem fizesse ideia das proporções que isso iria tomar, nem imaginando o tamanho da obra nem a extensão da sua fama.

A ideia inicial era a reestruturação de um título antigo do personagem chamado de Sandman (pertencente à Sociedade da Justiça da América), mas todas as ideias se misturaram e saíram bastante do ponto original, mas não abandonando-o totalmente, já que o personagem ainda existe, mas como protagonista agora se tinha um novo Sandman, que seria o verdadeiro detentor do título e criaria uma mitologia extensa sobre este. Além disso, a história começa com um arco bem curto e, devido ao sucesso se estende, mas, era inesperado, o próprio Gaiman se questiona sobre a continuação do arco inicial e acaba partindo para um caminho que abre os horizontes para algo novo e nunca antes visto nas HQs.

Com o desenvolvimento de arcos bem distintos (mas que incrivelmente acabam se atando de maneira inesperada ao fim), veio o fato de que Gaiman foi acompanhado por artistas diferentes em cada um destes arcos. Isso traz, em sua maior parte, ótimos resultados, as capas e o traço geral de The Sandman até hoje é marcante, embora em uns raros casos isso decepcione um pouco (o melhor arco tem o pior traço.). Entre esses artistas temos: Sam Kieth, Mike Dringenberg, Jill Thompson, Shaun McManus, Mark Hempel e Michael Zulli. As capas, no entanto, são todas magníficas e feitas por Dave McKean.



Uma Visão Básica sobre a História.

The Sandman trata da história de Sonho (Sandman, Oneiros, Morfeus...entre muitos outros de seus nomes), um dos Perpétuos, entidades em número de 7 que são aspectos universais (Eles SÃO, eles não apenas controlam ou representam, é algo mais profundo) , estes sendo Sonho (Devaneios), Morte (Desencarnação), Destino, Destruição, Desejo, Delírio (inicialmente Deleite) e Desespero, todos estes sendo muito mais poderosos e importantes para o universo do que deuses,existindo desde o começo de tudo (Destino), e existirão até o fim (Morte sendo a última a sair do universo).

Você pode logo ver pela descrição que a história é a cara de Neil Gaiman, é algo fantástico e mitológico, mas vai ainda além disso, alguns pontos particulares o fazem ser especial entre as obras de Gaiman.

Inicialmente, a trama era simples, Sonho foi invocado (um erro, pois queriam a Morte) e aprisionado pelos humanos  tendo seus 3 artefatos ( Elmo, Algibeira e Rubi) roubados e ficando bem fraco. Mantendo Sonho longe do seu reino, O Sonhar, e seus afazeres, o mundo começa a entrar em estado de caos, pessoas tendo terríveis pesadelos diariamente, alguns dormindo eternamente enquanto outros não conseguem mais pregar os olhos e acabam enlouquecendo. Enquanto isso, como como Sonho é um Perpétuo, título que deixa bem claro que ele não morre, ele simplesmente espera a oportunidade certa, que demorar muitos anos e consegue não só se libertar como se vingar pondo seu captor num estado de eterno despertar, onde a pessoa fica eternamente tendo terríveis pesadelos apenas para acordar e estar em outro pesadelo ( Morfeus é um pouquinho vingativo e até infantil.)

Tendo escapado de sua prisão, o rei dos sonhos vai procurar por seus artefatos e, olha que legal, é nessa hora que você nota uma característica muito interessante, The Sandman é canônico no universo DC, ou ao menos era, sei lá depois de todas essas budegas que acontecerem desde a década de 90 pra cá, hoje em dia até Watchmen é canônico. Enfim, em suas três buscas vemos  a interação de sandman com o universo DC, inicialmente buscando sua algibeira com a ajuda de Constantine, depois indo ao inferno (recebido por Etrigan na entrada) e recuperando seu Elmo (feito do crânio de um deus morto) que estava na posse do demônio Chorozon e, por fim, ele localiza seu rubi com ajuda da Liga da Justiça (o Caçador de Marte o venera como um deus) e consegue seu poder de volta (embora o Rubi se quebre no processo)  depois de vencer(?) Doutor Destino.

Esse começo já pode ser considerado bastante fantástico e incrível, mas, não passa de uma saga normal de um personagem enfrentando uma dificuldade. A verdadeira face de The Sandman surge na sua continuação, quando nós começamos ver toda a mitologia dos Perpétuos, nós vemos que, apesar de estarem no universo DC, isso não faz muita diferença, por que eles estão muito além dos problemas mundanos, ou até universais que os heróis passam. O maior problema encontrado por Sonho (mais de uma vez) são os Vórtices dos Sonhos, uma pessoa que se torna o centro de todos os sonhos e pode acabar destruindo todo o reino do Sonhar, com os quais ele tem que lidar pessoalmente. Também temos ele reconstruindo seu reino depois de muitos anos fora,  ajudando na busca por seu irmão perdido, Destruição, e  tomando conta da chave do inferno (caso que  acaba gerando um spin-off chamado Lucifer, pois este  deu a chave do inferno para Sonho e então foi pra terra ser pianista no seu bar chamado Lux)  e isso fora muitas outras histórias menores, nem sempre lineares, onde é mostrado a interação de Sonho com seus irmãos Perpétuos ou com figuras históricas no mundo, dando um destaque para os capítulos em que ele encontra e inspira Shakespeare em troca de duas peças (sendo a primeira Sonho de uma noite de verão e a última A tempestade).


Características Marcantes.

The Sandman é uma obra única, abordando a fantasia de uma maneira nova (ao menos na época), e ainda assim guardando muitos conceitos antigos desta (Por que Neil Gaiman é um amorzinho que adora manter a verdadeira essência da magia ♥). É uma obra moderna sem precisar se manter num tom sombrio ou sério demais e, até quando entra nesses tons, consegue sempre mostrar valores como amor e esperança, especialmente este último, que tem importância enorme na trama várias vezes.

Com toda uma temática fantástica e lidando com seres tão poderosos, poderia se esperar que batalhas fossem algo frequente, mas a verdade é que não são. Sonho, assim como os outros Perpétuos, tem poderes incríveis, mas ele se limita a ficar cumprindo seu trabalho, ele, depois de Destino, é provavelmente o mais sério em relação a isso, assim, mesmo com muita raiva como acaba ficando algumas vezes, não o temos brigando normalmente.

Falando em como Sonho é, The Sandman tem personagens com características bem marcantes, e, especialmente entre os perpétuos, isso é refletido até em como se vestem e como seus balões e suas falas são feitas. Delírio, totalmente instável e emocional tem balões coloridos variando dependendo de seu humor instantâneo, já os balões de fala de Sonho são negros, refletindo sua seriedade e até um tanto de tristeza, já que Sonho se tornou bem reflexivo depois dos eventos do primeiro arco.

De personagens marcantes, tenho que destacar os dois irmão de Sonho que mais tem importância na trama: Morte e Destruição. Morte é chamada de a Irmã mais velha e, ironicamente, é uma amante da vida, isso ocorre por que de tempos em tempos ela passa um dia como mortal para aprender o valor da vida e cumprir melhor seu trabalho. Ela está sempre feliz e viva. Pronta para acalmar aqueles que morreram enquanto os leva às terras sem sol, ou simplesmente interagir com os vivos, e até impedir suicidas de se matarem. Destruição também é uma pessoa bem humorada, embora bem menos elétrico que a Morte, ele  decidiu que seu trabalho não tem sentido, mesmo quando abandonou isso a destruição continuou acontecendo naturalmente, então ele decidiu se dedicar a viver bem e aproveitar as coisas simples da vida, ele tem um carinho especial e recíproco por sua irmã Delírio.

The Sandman é uma obra com muitas cores normalmente, e, em certos momentos, com enquadramentos especiais que melhoram ainda mais a expressão e o visual incrível que a HQ já tem.


Destaque Especial para a Narrativa e Desenvolvimento.

The Sandman não é uma história comum, a visão de mundo que Sonho tem é o que faz tudo funcionar, cada arco tem uma interação diferente com o rei dos sonhos, temos muitos personagens sejam humanos ou deuses, entidades  ou alienígenas ou até seres fantásticos.

Parece que em pouco tempo, Morpheus acaba tendo muitas experiências diferentes, e, especialmente, acaba aprendendo a lidar com seus sentimentos, The Sandman é uma história de escolhas que Sonho faz, escolhas que alguém muito poderoso, mas regrado e orgulho faz, e tudo isso começa de maneira bem separada, mas tudo se combina de uma maneira brusca, mas funcional nos últimos arcos.

Nem sempre o próprio Sonho acaba sendo o protagonista do arco, mas tudo está ligado a ele, especialmente as consequências de lidar com os Vórtices dos Sonhos, temos muitos personagens diferentes sendo desenvolvido e no fim interagindo como um todo.

O próprio Sandman original aparece e é explicado por que ele se autoproclama Sandman, mesmo este sendo título de Sonho, todas as pontas soltas tentam ser amarradas.

Muitos personagens foram tão bem desenvolvidos que ganharam spin-offs ou simplesmente importância geral no universo original, dando destaque a Lúcifer, que definiu (com base na imagem de David Bowie) como este seria conhecido futuramente no universo DC, e principalmente na sua revista solo, os Perpétuos, em especial Morte e Delírio que se tornaram muito populares e ganharam seus spin-offs.

Além disso, acima de tudo, como já disse mil vezes, mas não canso, The Sandman tem uma essência fantástica clássica, temos muitos momentos com frases especialmente motivacionais, mesmo não havendo especificamente um heróis na história, temos sempre a ideia de que o bem está vencendo ou vai vencer.


Considerações Finais

Em toda minha vida, tive 3 obras que me arrependi de demorar a começar, foram estas Mass Effect, Breaking Bad e The Sandman, cada um sendo uma das melhores coisas que já vi em seus tipos de mídia. The Sandman, especificamente, está com certeza no meu Top 1 de HQs.

Seja pelas coisas que você leu nesta postagem ou pelo simples fato da obra ser uma clássico, The Sandman merece que você leia. Dê uma chance, aproveite e se deixe levar pela fantasia, é algo que hoje em dia está em escassez.



Deixo aqui o link da série original para download em PDF (demoraria séculos se fosse catar todos os spin offs pela internet) , por que não é qualquer um que consegue pagar pelos preços absurdos que tem. (Embora se eu pudesse pagaria sem pensar duas vezes).

Link de download: https://mega.nz/#!Igkg1AJb!BqQ4Qwkr4mpJvzXInwDNYlxtcEplAEUJlvasCTpTwIw

Até a próxima!


Leia Mais ››

sexta-feira, 10 de junho de 2016

[Anime] JoJo's Bizarre Adventure - Diamond is Unbreakable - Episódio 11

Hoje entramos na reta final do primeiro grande arco da quarta parte de JoJo's Bizarre Adventure, e, definitivamente está sendo tão bom ou até melhor do que o esperado.


Sem escapatória.

Esse episódio é bem frenético e conclusivo em relação ao arco que nos encontramos, tudo guia para o fim, que deve acontecer provavelmente no episódio 13, e provavelmente já continuará diretamente com o novo arco. Provavelmente, pelo andar da saga, a Parte 4 deva ter menos episódios que a parte 3 (até por que aquilo foi bem desnecessário).

Enfim, começando o episódio de hoje, temos Josuke jogando videogame até sua mãe obrigá-lo a parar. Quando ele para, desliga a televisão, mas ela volta a ligar sozinha.

Eis que Red Hot Chili Peppers  começa a falar com Josuke e o surpreende saíndo da TV.





Red Hot Chili Peppers revela que sempre esteve vigiando o jovem e seus companheiros e que só decidiu se mostrar agora por que, se sentindo  amadurecido pelo tempo, deseja desafiar Josuke, derrotá-lo apenas como um teste para quando fosse lutar contra Jotaro, seu verdadeiro inimigo.

Ele não deveria ter subestimado tanto Crazy Diamond, por que, logo em seguida tomou uma enorme surra, a força e velocidade do Stand de Josuke eram realmente surpreendentes, melhores do que antes. Red Hot Chili Peppers revida, se mostrando também bem forte, mas ainda com medo do potencial do protagonista.

Depois disso ele foge e Josuke conserta todo o estrago feito pela luta antes de sua mãe chegar na sala questionando os barulhos.






Em seguida, reunidos por Jotaro, o quarteto Josuke, Koichi, Okuyasu e Jotaro se reune para discutir coisas importantes sobre Red Hot Chili Peppers. Só a menção do nome já faz Okuyasu entrar em estado de fúria, pois ele ainda sofria a perda do irmão.

Jotaro explica que escolheu um lugar longe da área urbana pois nenhum lugar com eletricidade por perto é confiável, e então explicou que o motivo da reunião mesmo era para falar sobre a vinda de Joseph, que seria capaz de descobrir quem é o usuário do Stand inimigo, utilizando seu Hermit Purple. Todos se chocam ao saber da vinda do pai de Josuke à cidade.

A ideia de Jotaro é juntar os garotos para ajudar na proteção de Joseph, já que este já está com 79 anos e muito debilitado. Eles teriam que encontrá-lo no porto onde seu navio está para chegar.

Apesar de todas as tentativas de guardar segredo,  Red Hot Chili Peppers se mostra presente na reunião, tendo conseguido se infiltrar vindo na bateria da moto de Okuyasu.





Assim que obteve a informação e revelou sua presença, o vilão usa a moto para fugir rapidamente, mas é perseguido por um Okuyasu extremamente furioso qeu sai apagando o espaço para rapidamente chegar onde seu inimigo está.

Ao chegar na moto, ele  a destrói, acabando com todas as chances de fuga de red Hot Chili Peppers, que não pode ficar longe de uma fonte de energia.

Okuyasu é muito lento para acertar um golpe direto para apagá-lo, mas consegue, em troca de receber um golpe, acertá-lo, derrubá-lo e pisotea-lo, deixando-o em estado crítico.

Jotaro avisa para que Okuyasu não o mate, para que possam obter informações, e assim ele faz por um tempo.







Totalmente debilitado, Red Hot Chili Peppers apela para a fraqueza de Okuyasu, a mente. Ele começa a falar que apenas está fingindo estar fraco e está na verdade somente esperando que  Jotaro se aproxime para matá-lo.

Até  Okuyasu pensa que ele está tentando enganá-lo, mas o Stand insiste muito e irrita ele até o ponto que ele não aguenta mais e parte para desferir o ataque final, destruindo parte do inimigo e cavando um grande buraco no chão.

 Esse buraco estava exatamente numa das linhas subterrâneas de energia e foi um plano arquitetado por Red hot Chili Peppers, que diz conhecer todas as linhas elétricas da cidade, para recuperar e ampliar em muito sua energia, já que antes estava agindo apenas com uma bateria de 12V.





Totalmente revigorado, o Stand inimigo parte para o ataque contra  aquele que quase o matou. Ele se mostra ainda mais rápido do que antes não dando nenhuma chance para que Okuyasu revidasse, cortando o braço dele e depois levando-o junto através dos cabos de alta tensão.

Koichi entra em desespero, e estranha demais por Jotaro e Josuke não se preocuparem e ainda por cima estarem se preocupando mais em analisar o inimigo.

Tudo isso apenas por que ele não imaginava o plano de Josuke que prontamente conserta o braço de Okuyasu puxando o seu corpo de volta de onde estava e o cura junto. Apesar do alívio, Okuyasu se mostra extremamente decepcionado por ter atrapalhado tudo.

Como ato final do episódio, eles se juntam e decidem ir o mais rápido possível proteger Joseph, que aparece  de costas na cena final.

Link de download: https://mega.nz/#!M4lAGQyD!ufXZ2YF4t2C0qgtXW2vsYu3h1XSGO2E_Hs14mvAYcQ0

Até a próxima!













Leia Mais ››

sábado, 4 de junho de 2016

[Filme/Review] Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos

Bem, este dia 2 estreou no Brasil o filme adaptado da famosa franquia de jogos Warcraft, que vem criando bastante discussão desde a produção. Eu assisti o filme sexta-feira e venho aqui agora dar minha opinião, tanto a parte imparcial como a parte de fã, sobre o filme.



Um Filme decente contra uma Expectativa gigantesca.

Dispensando muitas apresentações, já que venho falado deste filme já tem um tempo no blog, Warcraft chegou com a promessa de trazer uma nova chance às adaptações de jogos, apresentando o mundo ao conflito de Orcs e Humanos no mundo fantástico de Azeroth. Infelizmente, talvez esse objetivo não seja alcançado, pois, o filme peca em vários pontos e fica muito difícil de aproveitar se você já não é previamente fã da franquia.

Um dos maiores problemas provavelmente é a própria expectativa e até a falta de comparativos. O filme em si é bem decente, mesmo com seus erros, mas, ele não é o suficiente para fazer com que os jogos sejam a nova grande onda de adaptações como os quadrinhos foram. A crítica mesmo parece fazer reclamações sem muita base, isso por que não há outros filmes semelhantes no momento para comparar, o mais próximo que conseguem citar é O Senhor dos Anéis, que mantém uma temática relativamente próxima, mas, convenhamos, nunca haverá outro O Senhor dos Anéis, é uma comparação injusta.

Apesar de não ser o divisor de águas esperado, o filme é muito agradável aqueles que tem um conhecimento prévio do mundo abordado, especialmente por que essas pessoas podem acompanhar o ritmo do filme com menos incômodos além de saberem as respostas para algumas coisas que ficaram indevidamente abertas.



 Muito Esforço e Trabalho duro.

Assim como esperado de qualquer trabalho vindo da Blizzard, Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos (Maldito subtítulo enorme) é feito de fãs para fã, e tem um trabalho de CGI magnífico.  As alterações feitas na trama original do jogo são poucas, e, algumas delas simplesmente servem pra corrigir erros de concordâncias entre o primeiro jogo e a história descrita nos outros da franquia (como  por exemplo a existência dos Draenei, que no primeiro jogo não estavam presentes, mas, com o desenvolvimento da história nos outros jogos fica óbvio que eles deveriam estar.), embora, dois pontos especificamente tenham me desagradado: O fato de Orgrim não ser quem derrota Blackhand, e o final do filme, que não fica exatamente como o final do jogo original, na verdade, fica uma mistura entre o final e o primeiro ataque feito pela Horda.

Sabemos que  a Blizzard sempre esteve à frente em relação às suas animações de CGI em jogos e, embora não estejam cuidado diretamente no filme, foram procurados os melhores dos melhores para isso, e o resultado foi mais do que satisfatório. As magias e ambientações (que, apesar de algumas terem sido montadas realmente, elas receberam todas retoques digitais) são incríveis, mas, o que mais surpreende mesmo são as raças fantásticas. Tanto os Orcs, que tem enorme destaque na trama, quanto os Anões e Draeneis que aparecem brevemente, tem um acabamento perfeito e bem realista (fora o fato de obviamente serem fantásticos né), também temos destaque pros animais como os enormes lobos e os grifos que, apesar de ainda mais fantasiosos e chamativos, conseguem se mesclar bem com o ambiente e passar um ar bem natural. A única decepção em relação a isso foram os elfos (acho que aparecem 3 ou 4 brevemente numa cena), a forma como seus olhos brilha não ficou tão natural quanto no jogo (e olha que já não é muito natural).

 Sobre o ambiente, o nível de fidelidade e detalhismo encontrado em todas as ambientações é incrível. Todas as paisagens são muito fantásticas, a quantidade de cenas com pequenos easter eggs é enorme, e até mesmo temos momentos em que, durante transições de cena, você jura estar vendo acontecimentos como na tela dos antigos RTSs que iniciaram a franquia (sério, só faltava dar pra ouvir "Work done!" "Ready to work!" e semelhantes). As armas e armaduras podem não ter seus equivalentes nos jogos, mas retratam bem o estilo destes.


Onde o Filme errou: 

Velocidade

Logo de cara, o filme nos fala do que ele vai tratar, do primeiro encontro entre Orcs e Humanos, a origem do que parece ser uma guerra longa, já que o narrador fala de um futuro. A partir daí, somos apresentados à raça dos Orcs e seu planeta Draenor, e em menos de 10 minutos temos que ver toda a trama de desenvolvimento deles, ver como são organizados em clãs, quem manda neles (no caso Gul'dan), o fato de estarem fugindo do planeta por que acabaram os recursos destes, o fato de Draka, esposa de Durotan, estar grávida e ...bem, muita coisa, tudo isso e ainda por cima eles já saem do planeta e começa o conflito com os humanos. São cenas corridas, muita informação que, se você já não conhecesse previamente, tornam o filme um pouco difícil de aproveitar. Isso tudo era meio óbvio, Warcraft tem um universo muito complexo pra ser introduzido tão rapidamente.

O ritmo de informações do filme é enorme no começo e gradualmente vai diminuindo, no terço final do filme tudo já está num ritmo agradável, pois é mais focado no momento atual e especialmente nas lutas, mas definitivamente o começo atrapalha bastante.

Atuação e Coreografia

Especialmente falando do núcleo humano do filme, as atuações no geral são patéticas, especialmente a de Dominic Cooper como Rei Llane Wrynn, cada cena dele dá vontade de vomitar de tão patético que ele parece. Como já dito por muitos, Travis FImmel parece apenas estar refazendo seu papel de Ragnar ao interpretar Anduin Lothar, estando APENAS num nível de atuação aceitável para uma série e não um grande filme, apesar disso, ele é um dos poucos que parece saber manejar uma espada, o que lhe garante umas cenas bem bacanas onde tem destaque, o que nos leva a outro ponto:  Se você acha as lutas de Star Wars mal coreografadas, espere até ver Warcraft, aqueles humanos definitivamente não sabem o que estão fazendo (em compensação, os Orcs tem sim uns movimentos bem interessantes e brutais, engraçado ver isso de atores digitalizados e não dos verdadeiros).

Mas não só de humanos vem a atuação ruim, Paula Patton no papel de Garona Halforcen tenta desnecessariamente parecer sexy em quase todas as cenas, sinceramente, ela não me convenção, fora o visual dela não estar muito semelhante à original.

A salvação do filme em relação a atuação está com Ben Foster como Medivh, sabendo demonstrar o ar de mistério e a bipolaridade do personagem, que salva o lado humano do elenco, e também com os orcs, especialmente Durotan, interpretado por Toby Kebbell, que é a alma do filme, sendo o personagem mais carismático e bem desenvolvido de toda a trama.

Falta de explicações

Uma coisa é deixar certas tramas abertas, isso ocorre no próprio jogo original Warcraft: Orcs & Humans, que é a base pro filme, mas o problema foi que certos pontos simplesmente não foram explicados.

Em nenhum momento é explicado qual o segredo revelado a Khadgar (Hadgar na versão brasileira, e o pior é que essa tradução é do jogo mesmo, não sei por que), mesmo sendo um ponto de virada na trama, nem quem é que revela isso. Nada é explicado também sobre a origem da corrupção de Medivh. E o que são exatamente os Magos de Kirin Tor? Não fica explicito mesmo se foi formada a Aliança no fim. E o que exatamente são os Draeneis, que na verdade nem tem seu nome mencionado mesmo aparecendo?

Além das citadas, várias outras questões ficam abertas, são coisas além da trama, algumas podem ter sido escolhidas deixar sem resposta por que seria algo muito longo, mas tem outras que não tem perdão mesmo não. Obviamente, se você já jogou os jogos, a resposta pra maioria das perguntas é óbvia.


A Salvação por Mãos Verdes e Marrons

Como dito já antes, os Orcs tem o melhor protagonista, incluindo a melhor atuação, melhor desenvolvimento de personagem, tem as melhores cenas de lutas, incluíndo um duelo brutal entre Gul'dan e Durotan (que provavelmente é o ápice de empolgação do filme, clímax que é quebrado com o  final), enfim, os orcs roubaram a cena nesse filme.

Sinceramente, antes do filme lançar eu tinha medo que eles tendessem a retratar os humanos como protagonistas, mas o que aconteceu foi basicamente o contrário. As tramas internas dos Orcs são facilmente a melhor parte do filme. Na verdade, atualmente, estou dando de maneira imparcial uma nota 7 para o filme, mas, se o filme fosse só focado na parte dos Orcs, receberia facilmente no mínimo nota 8.

Enquanto os humanos ficaram com a chata trama de defender seu reino, com as mini-tramas de Lothar com Garona e Lothar com seu filho, os Orcs tiveram tempo para desenvolver todos seus problemas, de todos os tamanhos, seja como a Horda completa, tentando invadir  Azeroth sob comando de Gul'dan e Blackhand, como dentro do pequeno clã liderado por Durotan, os Lobos de Gelo, que querem se opor a Gul'dan e sua magia perversa, e até o núcleo familiar de Durotan, recém pai que tem seu filho salvo por Gul'dan e depois de uma traição a seu clã, abandonado para se salvar.

Definitivamente, é uma felicidade como fã da Horda ficar vendo a origem de Go'el, futuramente Thrall, e a luta de seu pai para libertar a Horda da vileza (Fell, por que diabos essa tradução horrível?).

Considerações finais

O filme não é o que  a crítica ou até  o público geral esperava, pode ser um momento divertido no cinema se você se empenhar um pouco a entender as coisas (mas não se sinta obrigado, sério), mas definitivamente não é algo pra prender a nova geração como tem sido com os filmes de superheróis.

Se você é fã mesmo, já conhece a franquia desde os seus primórdios ou ao menos se liga nas quests e no lore do World of Warcraft, difícil não amar. Vá lá se deleitar com essa obra que foi feita especialmente pela Blizzard pra você.

Nota como fã: 9,5/10
Nota imparcial: 7/10



(Nota se fosse só os  orcs: 8/10)

De qualquer forma, sempre vale a pena conferir por conta própria, galera, não se guiem só por críticos chatos, nem mesmo pro críticos não-chatos como eu.

Até a próxima, galera!


Leia Mais ››

sexta-feira, 3 de junho de 2016

[Anime] JoJo's Bizarre Adventure - Diamond is Unbreakable - Episódio 10

Assistir JoJo e Warcraft no mesmo dia é muito amor. Bem, hoje temos o que provavelmente vai ser um dos episódios mais bizarros até o fim dessa temporada, fazendo bem jus ao título do anime.


O magnífico Chef italiano.

Temos agora um dos episódios mais bizarros dessa quarta parte da saga da família Joestar. Nada focado em lutas, mas tem um dos Stands mais estranhos que já apareceram, e até a própria trama do episódio é estranha.

O episódio começa com a imagem de quem viria se apresentar como Tonio, dono de um restaurante italiano, afiando sua faca e tirando tripas de algo. O clima é logo de vilão, algo bem maligno, embora o personagem mal seja apresentado.

A caminho do cemitério, para visitar o túmulo de Keichou, Okuyasu e Josuke decidem passar no novo restaurante italiano, pois Okuyasu está com muita fome. Antes de entrar, Josuke repara na estranha placa dizendo que o prato do dia "depende do cliente".




Ao entrar, eles se deparam com um restaurante bem bonito e arrumado, então, logo depois, chega Tonio se apresentando, explica como, saíndo da Itália, viajou pelo mundo aprimorando sua culinária e decidiu fixar seu negócio em Morioh devido às fazendas próximas e os ótimos frutos do mar da região. Depois começa a atendê-los.

Okuyasu pede o cardápio, mas o chef diz não haver esse tipo de coisa em seu restaurante. Ele diz que decide o que vai servir aos clientes dependendo da saúde destes. Okuyasu se revolta e, quando vai começar a discutir com Tonio, é surpreendido quando este descreve todas as dores e problemas de saúde que o jovem está sofrendo.

Diante dessa surpresa, ele simplesmente aceita que Tonio faça o que achar melhor. Josuke apenas pede um capuccino. Tonio sai logo depois de servir agua à dupla.






Em seguida, esperando pelo seu pedido, Okuyasu bebe da agua que Tonio deixou e se impressiona com seu sabor e pureza, dizendo ser a agua mais deliciosa que já bebeu em toda sua vida e outros mil elogios extremamente exagerados.

Josuke também bebe e concorda, se impressionando, mas não tanto quanto Okuyasu, que então começa a chorar de felicidade,e não consegue parar.

Okuyasu chora sem parar até seus olhos começarem a murchar secos. Josuke se desespera e no momento Tonio chega com o primeiro prato.

Josuke questiona o que está acontecendo, mas logo que se vira, Okuyasu está com seus olhos normais de novo, na verdade, melhor que normais, está com a energia recuperada, pois um dos problemas que Tonio havia visto no inicio foi o cansaço devido a não conseguir dormir direito.






 Explicado o efeito da agua (que não funcionou em Josuke devido a este estar com seu sono bem regulado), Tonio introduz Okuyasu ao primeiro prato, uma porção de fatias de tomates e queijo mozzarella, ressaltando como este é um queijo muito saudável e tradicional na culinária de seu país.

Okuyasu começa a comer, mas não acha o queijo grande coisa. Ele é interrompido pelo Chef, que explica que o queijo deve ser comido junto do tomate para ser melhor apreciado. Okuyasu então experimenta fazer isso e se impressiona em como o saber é incrível e complementar no prato.

Tonio aprecia ver como seu cliente fica satisfeito. Sempre focando em seu sorriso e olhar malicioso.




Após experimentar o incrível prato, Okuyasu começa a sentir a região do seu ombro, que estava com dores, coçar. Ele coça e muita pele morta começa a sair do local, muita mesmo, criando uma grande bola.

Tonio explica que isso se deve à ação do prato, que ajuda na expulsão de células ruins do corpo em forma de pele morta. Isso tudo começa a fazer Josuke desconfiar bastante do dono do local.

Desesperado em relação de Okuyasu, Josuke tenta ajudar, quando ele já está quase arrancando seus próprios músculos, mas então, de uma hora pra outra, Okuyasu revela que está muito melhor e com seu ombro curado.





Tonio, então, traz o prato principal e explica toda a sua origem, especialmente do molho, o qual é apimentado, coisa que desagrada Okuyasu.

Sem se incomodar, Tonio diz que não vai cobrar nada por isso, e ainda vai trazer outro prato, mas, comenta ao ir embora que até mesmo quem não suporta coisas apimentadas iria gostar desse prato.

Okuyasu prova e realmente diz não suportar o apimentado do prato, mas, depois de algumas tentativas, ele nota não ser capaz de parar, mesmo não gostando, ele começa a comer tudo o que consegue, até que um dos seus dentes cariados pula para fora da boca.

Josuke tenta ajudar o amigo, que perde seu outro dente cariado e, do nada, começa a regenerar seus dentes, ficando com uma boca impecável.

Gosto muito de como as reações de Okuyasu são caricatas.







Já muito indignado, Josuke diz que acha que Tonio é um usuário de Stand, e, para comprovar isso, "conserta" o resto do macarrão de volta a seus ingredientes originais, revelando, além de tomates e macarrão,  pequenos Stands.

Josuke decide invadir a cozinha, e lá vê Tonio usando seu ultimo prato, que será dado a Okuyasu, em um cachorro,  logo antes de suas tripas explodirem sua barriga.

Tonio nota a visita inesperada e fica furioso, arremesando uma faca contra Josuke.






Tonio está furioso, mas Josuke não se intimida, já que seu Stand é muito mais apto ao combate, ou ao menos é o que ele acha, já que nem conhece direito o Stand inimigo. O que o distrai no momento no entanto é a ação de Okuyasu, que se dirige até a comida desesperadamente e come o mais rápido que pode.

Josuke se desespera mais uma vez, apenas para ver a barriga do amigo explodindo, e é alcançado por Tonio, que furioso entrega a ele uma barra de sabão.

Tonio revela que o que o incomodou foi o fato dele ter entrado em sua cozinha de maneira anti-higiênica e que não pretende fazer nada de ruim. Falando nisso, Okuyasu se mostra curado de sua diarreia.

A dupla revela que são usuários de Stand e questionam Tonio sobre isso, coisa que o faz se impressionar por achar outras pessoas como ele. Ele  diz que o único objetivo dele é fazer seus clientes felizes e saudáveis, para isso usa seu Stand Pearl Jam (referência à banda de mesmo nome), que o permite criar os pratos adequados a cada cliente.

Tudo termina bem nesse núcleo, com Josuke ajudando a limpar tudo enquanto Okuyaso come seu pudim de sobremesa e cura seu pé-de-atleta.







Para encerrar o episódio, temos uma mudança de núcleo. Jotaro se encontra secretamente com alguém da fundação Speedwagon para receber uma mensagem. Alguém está vindo. Esse alguém é ninguém mais, ninguém menos que Joseph Joestar.

E o episódio termina com a imagem dele de costas num navio.

O próximo episódio se chama Red hot Chili Peppers (1), o que indica que estamos chegando no fim do primeiro arco da parte 4. Provavelmente a parte 4 não vai ter tantos episódios quanto a parte 3, talvez sejam 26 ou até por volta dos 40, mas acho dificil chegar a ser 4 cours  completos.

Link do episódio: https://mega.nz/#!Nkd2nbKI!X2JNES2O0dOgLW4kDOAP9TYpOFKA52VogG_9HJ1wvTs

Até a próxima!




Leia Mais ››