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domingo, 12 de junho de 2016

[HQ/Review] The Sandman : A Fantasia de Gaiman Revolucionando os Quadrinhos

 Hoje venho apresentar vocês ao maravilhoso universo de The Sandman.

Eu poderia estar fazendo uma postagem acerca do Dia dos Namorados, até cogitei, mas definitivamente não faz meu estilo fazer uma dessas postagenzinhas romântico-nerds que tem por aí, e já tem um bom tempo que quero falar sobre essa grande obra que se tornou um grande marco no mundo das HQs.

Devo dizer que, em parte, a demora a postar sobre isso se deve ao fato de não me considerar tão digno de falar de uma obra tão incrível, mas, enfim, uma hora ou outra iria ter que falar. Já aviso logo, me desculpem pelo tamanho do post e por, se por acaso esqueci de mencionar algo que acharam necessário, é simplesmente muita coisa.



O Início de um Mundo de Sonhos.

Em Janeiro de 1989 iniciou-se uma longa jornada de 75 capítulos, no selo Vertigo da DC Comics, do que viria a ser provavelmente a obra mais marcante do escritor inglês Neil Gaiman, embora naquela época ele nem fizesse ideia das proporções que isso iria tomar, nem imaginando o tamanho da obra nem a extensão da sua fama.

A ideia inicial era a reestruturação de um título antigo do personagem chamado de Sandman (pertencente à Sociedade da Justiça da América), mas todas as ideias se misturaram e saíram bastante do ponto original, mas não abandonando-o totalmente, já que o personagem ainda existe, mas como protagonista agora se tinha um novo Sandman, que seria o verdadeiro detentor do título e criaria uma mitologia extensa sobre este. Além disso, a história começa com um arco bem curto e, devido ao sucesso se estende, mas, era inesperado, o próprio Gaiman se questiona sobre a continuação do arco inicial e acaba partindo para um caminho que abre os horizontes para algo novo e nunca antes visto nas HQs.

Com o desenvolvimento de arcos bem distintos (mas que incrivelmente acabam se atando de maneira inesperada ao fim), veio o fato de que Gaiman foi acompanhado por artistas diferentes em cada um destes arcos. Isso traz, em sua maior parte, ótimos resultados, as capas e o traço geral de The Sandman até hoje é marcante, embora em uns raros casos isso decepcione um pouco (o melhor arco tem o pior traço.). Entre esses artistas temos: Sam Kieth, Mike Dringenberg, Jill Thompson, Shaun McManus, Mark Hempel e Michael Zulli. As capas, no entanto, são todas magníficas e feitas por Dave McKean.



Uma Visão Básica sobre a História.

The Sandman trata da história de Sonho (Sandman, Oneiros, Morfeus...entre muitos outros de seus nomes), um dos Perpétuos, entidades em número de 7 que são aspectos universais (Eles SÃO, eles não apenas controlam ou representam, é algo mais profundo) , estes sendo Sonho (Devaneios), Morte (Desencarnação), Destino, Destruição, Desejo, Delírio (inicialmente Deleite) e Desespero, todos estes sendo muito mais poderosos e importantes para o universo do que deuses,existindo desde o começo de tudo (Destino), e existirão até o fim (Morte sendo a última a sair do universo).

Você pode logo ver pela descrição que a história é a cara de Neil Gaiman, é algo fantástico e mitológico, mas vai ainda além disso, alguns pontos particulares o fazem ser especial entre as obras de Gaiman.

Inicialmente, a trama era simples, Sonho foi invocado (um erro, pois queriam a Morte) e aprisionado pelos humanos  tendo seus 3 artefatos ( Elmo, Algibeira e Rubi) roubados e ficando bem fraco. Mantendo Sonho longe do seu reino, O Sonhar, e seus afazeres, o mundo começa a entrar em estado de caos, pessoas tendo terríveis pesadelos diariamente, alguns dormindo eternamente enquanto outros não conseguem mais pregar os olhos e acabam enlouquecendo. Enquanto isso, como como Sonho é um Perpétuo, título que deixa bem claro que ele não morre, ele simplesmente espera a oportunidade certa, que demorar muitos anos e consegue não só se libertar como se vingar pondo seu captor num estado de eterno despertar, onde a pessoa fica eternamente tendo terríveis pesadelos apenas para acordar e estar em outro pesadelo ( Morfeus é um pouquinho vingativo e até infantil.)

Tendo escapado de sua prisão, o rei dos sonhos vai procurar por seus artefatos e, olha que legal, é nessa hora que você nota uma característica muito interessante, The Sandman é canônico no universo DC, ou ao menos era, sei lá depois de todas essas budegas que acontecerem desde a década de 90 pra cá, hoje em dia até Watchmen é canônico. Enfim, em suas três buscas vemos  a interação de sandman com o universo DC, inicialmente buscando sua algibeira com a ajuda de Constantine, depois indo ao inferno (recebido por Etrigan na entrada) e recuperando seu Elmo (feito do crânio de um deus morto) que estava na posse do demônio Chorozon e, por fim, ele localiza seu rubi com ajuda da Liga da Justiça (o Caçador de Marte o venera como um deus) e consegue seu poder de volta (embora o Rubi se quebre no processo)  depois de vencer(?) Doutor Destino.

Esse começo já pode ser considerado bastante fantástico e incrível, mas, não passa de uma saga normal de um personagem enfrentando uma dificuldade. A verdadeira face de The Sandman surge na sua continuação, quando nós começamos ver toda a mitologia dos Perpétuos, nós vemos que, apesar de estarem no universo DC, isso não faz muita diferença, por que eles estão muito além dos problemas mundanos, ou até universais que os heróis passam. O maior problema encontrado por Sonho (mais de uma vez) são os Vórtices dos Sonhos, uma pessoa que se torna o centro de todos os sonhos e pode acabar destruindo todo o reino do Sonhar, com os quais ele tem que lidar pessoalmente. Também temos ele reconstruindo seu reino depois de muitos anos fora,  ajudando na busca por seu irmão perdido, Destruição, e  tomando conta da chave do inferno (caso que  acaba gerando um spin-off chamado Lucifer, pois este  deu a chave do inferno para Sonho e então foi pra terra ser pianista no seu bar chamado Lux)  e isso fora muitas outras histórias menores, nem sempre lineares, onde é mostrado a interação de Sonho com seus irmãos Perpétuos ou com figuras históricas no mundo, dando um destaque para os capítulos em que ele encontra e inspira Shakespeare em troca de duas peças (sendo a primeira Sonho de uma noite de verão e a última A tempestade).


Características Marcantes.

The Sandman é uma obra única, abordando a fantasia de uma maneira nova (ao menos na época), e ainda assim guardando muitos conceitos antigos desta (Por que Neil Gaiman é um amorzinho que adora manter a verdadeira essência da magia ♥). É uma obra moderna sem precisar se manter num tom sombrio ou sério demais e, até quando entra nesses tons, consegue sempre mostrar valores como amor e esperança, especialmente este último, que tem importância enorme na trama várias vezes.

Com toda uma temática fantástica e lidando com seres tão poderosos, poderia se esperar que batalhas fossem algo frequente, mas a verdade é que não são. Sonho, assim como os outros Perpétuos, tem poderes incríveis, mas ele se limita a ficar cumprindo seu trabalho, ele, depois de Destino, é provavelmente o mais sério em relação a isso, assim, mesmo com muita raiva como acaba ficando algumas vezes, não o temos brigando normalmente.

Falando em como Sonho é, The Sandman tem personagens com características bem marcantes, e, especialmente entre os perpétuos, isso é refletido até em como se vestem e como seus balões e suas falas são feitas. Delírio, totalmente instável e emocional tem balões coloridos variando dependendo de seu humor instantâneo, já os balões de fala de Sonho são negros, refletindo sua seriedade e até um tanto de tristeza, já que Sonho se tornou bem reflexivo depois dos eventos do primeiro arco.

De personagens marcantes, tenho que destacar os dois irmão de Sonho que mais tem importância na trama: Morte e Destruição. Morte é chamada de a Irmã mais velha e, ironicamente, é uma amante da vida, isso ocorre por que de tempos em tempos ela passa um dia como mortal para aprender o valor da vida e cumprir melhor seu trabalho. Ela está sempre feliz e viva. Pronta para acalmar aqueles que morreram enquanto os leva às terras sem sol, ou simplesmente interagir com os vivos, e até impedir suicidas de se matarem. Destruição também é uma pessoa bem humorada, embora bem menos elétrico que a Morte, ele  decidiu que seu trabalho não tem sentido, mesmo quando abandonou isso a destruição continuou acontecendo naturalmente, então ele decidiu se dedicar a viver bem e aproveitar as coisas simples da vida, ele tem um carinho especial e recíproco por sua irmã Delírio.

The Sandman é uma obra com muitas cores normalmente, e, em certos momentos, com enquadramentos especiais que melhoram ainda mais a expressão e o visual incrível que a HQ já tem.


Destaque Especial para a Narrativa e Desenvolvimento.

The Sandman não é uma história comum, a visão de mundo que Sonho tem é o que faz tudo funcionar, cada arco tem uma interação diferente com o rei dos sonhos, temos muitos personagens sejam humanos ou deuses, entidades  ou alienígenas ou até seres fantásticos.

Parece que em pouco tempo, Morpheus acaba tendo muitas experiências diferentes, e, especialmente, acaba aprendendo a lidar com seus sentimentos, The Sandman é uma história de escolhas que Sonho faz, escolhas que alguém muito poderoso, mas regrado e orgulho faz, e tudo isso começa de maneira bem separada, mas tudo se combina de uma maneira brusca, mas funcional nos últimos arcos.

Nem sempre o próprio Sonho acaba sendo o protagonista do arco, mas tudo está ligado a ele, especialmente as consequências de lidar com os Vórtices dos Sonhos, temos muitos personagens diferentes sendo desenvolvido e no fim interagindo como um todo.

O próprio Sandman original aparece e é explicado por que ele se autoproclama Sandman, mesmo este sendo título de Sonho, todas as pontas soltas tentam ser amarradas.

Muitos personagens foram tão bem desenvolvidos que ganharam spin-offs ou simplesmente importância geral no universo original, dando destaque a Lúcifer, que definiu (com base na imagem de David Bowie) como este seria conhecido futuramente no universo DC, e principalmente na sua revista solo, os Perpétuos, em especial Morte e Delírio que se tornaram muito populares e ganharam seus spin-offs.

Além disso, acima de tudo, como já disse mil vezes, mas não canso, The Sandman tem uma essência fantástica clássica, temos muitos momentos com frases especialmente motivacionais, mesmo não havendo especificamente um heróis na história, temos sempre a ideia de que o bem está vencendo ou vai vencer.


Considerações Finais

Em toda minha vida, tive 3 obras que me arrependi de demorar a começar, foram estas Mass Effect, Breaking Bad e The Sandman, cada um sendo uma das melhores coisas que já vi em seus tipos de mídia. The Sandman, especificamente, está com certeza no meu Top 1 de HQs.

Seja pelas coisas que você leu nesta postagem ou pelo simples fato da obra ser uma clássico, The Sandman merece que você leia. Dê uma chance, aproveite e se deixe levar pela fantasia, é algo que hoje em dia está em escassez.



Deixo aqui o link da série original para download em PDF (demoraria séculos se fosse catar todos os spin offs pela internet) , por que não é qualquer um que consegue pagar pelos preços absurdos que tem. (Embora se eu pudesse pagaria sem pensar duas vezes).

Link de download: https://mega.nz/#!Igkg1AJb!BqQ4Qwkr4mpJvzXInwDNYlxtcEplAEUJlvasCTpTwIw

Até a próxima!


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sábado, 4 de junho de 2016

[Filme/Review] Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos

Bem, este dia 2 estreou no Brasil o filme adaptado da famosa franquia de jogos Warcraft, que vem criando bastante discussão desde a produção. Eu assisti o filme sexta-feira e venho aqui agora dar minha opinião, tanto a parte imparcial como a parte de fã, sobre o filme.



Um Filme decente contra uma Expectativa gigantesca.

Dispensando muitas apresentações, já que venho falado deste filme já tem um tempo no blog, Warcraft chegou com a promessa de trazer uma nova chance às adaptações de jogos, apresentando o mundo ao conflito de Orcs e Humanos no mundo fantástico de Azeroth. Infelizmente, talvez esse objetivo não seja alcançado, pois, o filme peca em vários pontos e fica muito difícil de aproveitar se você já não é previamente fã da franquia.

Um dos maiores problemas provavelmente é a própria expectativa e até a falta de comparativos. O filme em si é bem decente, mesmo com seus erros, mas, ele não é o suficiente para fazer com que os jogos sejam a nova grande onda de adaptações como os quadrinhos foram. A crítica mesmo parece fazer reclamações sem muita base, isso por que não há outros filmes semelhantes no momento para comparar, o mais próximo que conseguem citar é O Senhor dos Anéis, que mantém uma temática relativamente próxima, mas, convenhamos, nunca haverá outro O Senhor dos Anéis, é uma comparação injusta.

Apesar de não ser o divisor de águas esperado, o filme é muito agradável aqueles que tem um conhecimento prévio do mundo abordado, especialmente por que essas pessoas podem acompanhar o ritmo do filme com menos incômodos além de saberem as respostas para algumas coisas que ficaram indevidamente abertas.



 Muito Esforço e Trabalho duro.

Assim como esperado de qualquer trabalho vindo da Blizzard, Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos (Maldito subtítulo enorme) é feito de fãs para fã, e tem um trabalho de CGI magnífico.  As alterações feitas na trama original do jogo são poucas, e, algumas delas simplesmente servem pra corrigir erros de concordâncias entre o primeiro jogo e a história descrita nos outros da franquia (como  por exemplo a existência dos Draenei, que no primeiro jogo não estavam presentes, mas, com o desenvolvimento da história nos outros jogos fica óbvio que eles deveriam estar.), embora, dois pontos especificamente tenham me desagradado: O fato de Orgrim não ser quem derrota Blackhand, e o final do filme, que não fica exatamente como o final do jogo original, na verdade, fica uma mistura entre o final e o primeiro ataque feito pela Horda.

Sabemos que  a Blizzard sempre esteve à frente em relação às suas animações de CGI em jogos e, embora não estejam cuidado diretamente no filme, foram procurados os melhores dos melhores para isso, e o resultado foi mais do que satisfatório. As magias e ambientações (que, apesar de algumas terem sido montadas realmente, elas receberam todas retoques digitais) são incríveis, mas, o que mais surpreende mesmo são as raças fantásticas. Tanto os Orcs, que tem enorme destaque na trama, quanto os Anões e Draeneis que aparecem brevemente, tem um acabamento perfeito e bem realista (fora o fato de obviamente serem fantásticos né), também temos destaque pros animais como os enormes lobos e os grifos que, apesar de ainda mais fantasiosos e chamativos, conseguem se mesclar bem com o ambiente e passar um ar bem natural. A única decepção em relação a isso foram os elfos (acho que aparecem 3 ou 4 brevemente numa cena), a forma como seus olhos brilha não ficou tão natural quanto no jogo (e olha que já não é muito natural).

 Sobre o ambiente, o nível de fidelidade e detalhismo encontrado em todas as ambientações é incrível. Todas as paisagens são muito fantásticas, a quantidade de cenas com pequenos easter eggs é enorme, e até mesmo temos momentos em que, durante transições de cena, você jura estar vendo acontecimentos como na tela dos antigos RTSs que iniciaram a franquia (sério, só faltava dar pra ouvir "Work done!" "Ready to work!" e semelhantes). As armas e armaduras podem não ter seus equivalentes nos jogos, mas retratam bem o estilo destes.


Onde o Filme errou: 

Velocidade

Logo de cara, o filme nos fala do que ele vai tratar, do primeiro encontro entre Orcs e Humanos, a origem do que parece ser uma guerra longa, já que o narrador fala de um futuro. A partir daí, somos apresentados à raça dos Orcs e seu planeta Draenor, e em menos de 10 minutos temos que ver toda a trama de desenvolvimento deles, ver como são organizados em clãs, quem manda neles (no caso Gul'dan), o fato de estarem fugindo do planeta por que acabaram os recursos destes, o fato de Draka, esposa de Durotan, estar grávida e ...bem, muita coisa, tudo isso e ainda por cima eles já saem do planeta e começa o conflito com os humanos. São cenas corridas, muita informação que, se você já não conhecesse previamente, tornam o filme um pouco difícil de aproveitar. Isso tudo era meio óbvio, Warcraft tem um universo muito complexo pra ser introduzido tão rapidamente.

O ritmo de informações do filme é enorme no começo e gradualmente vai diminuindo, no terço final do filme tudo já está num ritmo agradável, pois é mais focado no momento atual e especialmente nas lutas, mas definitivamente o começo atrapalha bastante.

Atuação e Coreografia

Especialmente falando do núcleo humano do filme, as atuações no geral são patéticas, especialmente a de Dominic Cooper como Rei Llane Wrynn, cada cena dele dá vontade de vomitar de tão patético que ele parece. Como já dito por muitos, Travis FImmel parece apenas estar refazendo seu papel de Ragnar ao interpretar Anduin Lothar, estando APENAS num nível de atuação aceitável para uma série e não um grande filme, apesar disso, ele é um dos poucos que parece saber manejar uma espada, o que lhe garante umas cenas bem bacanas onde tem destaque, o que nos leva a outro ponto:  Se você acha as lutas de Star Wars mal coreografadas, espere até ver Warcraft, aqueles humanos definitivamente não sabem o que estão fazendo (em compensação, os Orcs tem sim uns movimentos bem interessantes e brutais, engraçado ver isso de atores digitalizados e não dos verdadeiros).

Mas não só de humanos vem a atuação ruim, Paula Patton no papel de Garona Halforcen tenta desnecessariamente parecer sexy em quase todas as cenas, sinceramente, ela não me convenção, fora o visual dela não estar muito semelhante à original.

A salvação do filme em relação a atuação está com Ben Foster como Medivh, sabendo demonstrar o ar de mistério e a bipolaridade do personagem, que salva o lado humano do elenco, e também com os orcs, especialmente Durotan, interpretado por Toby Kebbell, que é a alma do filme, sendo o personagem mais carismático e bem desenvolvido de toda a trama.

Falta de explicações

Uma coisa é deixar certas tramas abertas, isso ocorre no próprio jogo original Warcraft: Orcs & Humans, que é a base pro filme, mas o problema foi que certos pontos simplesmente não foram explicados.

Em nenhum momento é explicado qual o segredo revelado a Khadgar (Hadgar na versão brasileira, e o pior é que essa tradução é do jogo mesmo, não sei por que), mesmo sendo um ponto de virada na trama, nem quem é que revela isso. Nada é explicado também sobre a origem da corrupção de Medivh. E o que são exatamente os Magos de Kirin Tor? Não fica explicito mesmo se foi formada a Aliança no fim. E o que exatamente são os Draeneis, que na verdade nem tem seu nome mencionado mesmo aparecendo?

Além das citadas, várias outras questões ficam abertas, são coisas além da trama, algumas podem ter sido escolhidas deixar sem resposta por que seria algo muito longo, mas tem outras que não tem perdão mesmo não. Obviamente, se você já jogou os jogos, a resposta pra maioria das perguntas é óbvia.


A Salvação por Mãos Verdes e Marrons

Como dito já antes, os Orcs tem o melhor protagonista, incluindo a melhor atuação, melhor desenvolvimento de personagem, tem as melhores cenas de lutas, incluíndo um duelo brutal entre Gul'dan e Durotan (que provavelmente é o ápice de empolgação do filme, clímax que é quebrado com o  final), enfim, os orcs roubaram a cena nesse filme.

Sinceramente, antes do filme lançar eu tinha medo que eles tendessem a retratar os humanos como protagonistas, mas o que aconteceu foi basicamente o contrário. As tramas internas dos Orcs são facilmente a melhor parte do filme. Na verdade, atualmente, estou dando de maneira imparcial uma nota 7 para o filme, mas, se o filme fosse só focado na parte dos Orcs, receberia facilmente no mínimo nota 8.

Enquanto os humanos ficaram com a chata trama de defender seu reino, com as mini-tramas de Lothar com Garona e Lothar com seu filho, os Orcs tiveram tempo para desenvolver todos seus problemas, de todos os tamanhos, seja como a Horda completa, tentando invadir  Azeroth sob comando de Gul'dan e Blackhand, como dentro do pequeno clã liderado por Durotan, os Lobos de Gelo, que querem se opor a Gul'dan e sua magia perversa, e até o núcleo familiar de Durotan, recém pai que tem seu filho salvo por Gul'dan e depois de uma traição a seu clã, abandonado para se salvar.

Definitivamente, é uma felicidade como fã da Horda ficar vendo a origem de Go'el, futuramente Thrall, e a luta de seu pai para libertar a Horda da vileza (Fell, por que diabos essa tradução horrível?).

Considerações finais

O filme não é o que  a crítica ou até  o público geral esperava, pode ser um momento divertido no cinema se você se empenhar um pouco a entender as coisas (mas não se sinta obrigado, sério), mas definitivamente não é algo pra prender a nova geração como tem sido com os filmes de superheróis.

Se você é fã mesmo, já conhece a franquia desde os seus primórdios ou ao menos se liga nas quests e no lore do World of Warcraft, difícil não amar. Vá lá se deleitar com essa obra que foi feita especialmente pela Blizzard pra você.

Nota como fã: 9,5/10
Nota imparcial: 7/10



(Nota se fosse só os  orcs: 8/10)

De qualquer forma, sempre vale a pena conferir por conta própria, galera, não se guiem só por críticos chatos, nem mesmo pro críticos não-chatos como eu.

Até a próxima, galera!


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quinta-feira, 26 de maio de 2016

[Lançamento/Review] Lacuna Coil - Delirium (2016)

Manter as coisas em segredo na internet é definitivamente difícil, e, por isso, hoje já temos acesso ao tão aguardado novo álbum da banda italiana  Lacuna Coil. Programado para ser lançado dia 27 deste mês, o novo disco já vazou na internet,e, bem, definitivamente não decepciona.

Obviamente, não pude perder a chance de fazer um review sobre este.


A nova fase do Lacuna Coil

Desde o anúncio do álbum, a banda vem falando que este indica uma nova fase da banda e isso se confirma ouvindo o disco. As músicas, apesar de se manterem no que define Lacuna Coil, conseguem se apresentar de uma maneira bem diferente, são músicas com marcas bem peculiares, apesar do álbum se focar em uma temática.

Delirium é um álbum com músicas curtas, contando com 44 minutos e 47 segundos divididos entre 11 músicas com tempos de aproximadamente entre 3 e 4 minutos, com exceção apenas de The House of Shame, que, sendo a música mais longa do álbum, conta com 5 minutos e 17 segundos. A versão de luxo conta com mais três músicas.

Lista:

1. The House of Shame
2. Broken Things
3. Delirium
4. Blood, Tears, Dust
5. Downfall
6. Take me Home
7. You Love Me 'Cause I Hate You
8. Ghost in the Mist
9. My Demons
10. Claustrophobia
11. Ultima Ratio

Deluxe Edition ---------------
12. Live to Tell
13. Breakdown
14. Bleed the Pain

 





Muito peso e Novos membros

A cozinha da banda está trabalhando melhor do que nunca e sustentando o peso de todas as músicas, o baixista Marco Coti Zelati mostra uma ótima interação com o novo baterista Ryan Blake Folden, que tem Delirium como seu primeiro álbum com a banda. O baixo pode não ser a coisa mais técnica que você já ouviu, mas funciona, isso é o que importa, os tons são bem graves e os sons predominantemente metálicos, contrastando principalmente com os vocais de Cristina Scabbia e apenas reforçando os brutais vocais de Andrea Ferro.

Falando nos dois vocalistas, a dualidade que sempre houve entre estes foi destacada ao extremo. Andrea está muito mais focado nos guturais e mantido geralmente em momentos mais rápidos das músicas enquanto Cristina , as vezes fugindo a incomuns tons mais agudos do que o normal, se encarrega das partes mais limpas, especialmente refrães.

A guitarra de Diego Cavalotti é um caso curioso. Novato, estreante neste álbum assim como o baterista,  introduziu elementos bem interessantes ao álbum. Enquanto boa parte do tempo ele mantém a estabilidade das músicas com os médios e agudos, em outros momentos consegue certo destaque por seus solos não tão convencionais, sem alto ganho e que, passam muito bem a ideia de confusão e loucura do álbum, sem perder seu certo nível de tecnicidade.

Os teclados/sintetizadores no background, que já são marca da banda, estão bem presentes, desta vez marcando uma atmosfera mais pesada, algo que muitas vezes dá um ar sério e misterioso Às músicas.


A Temática.

Como o nome do álbum indica, este trata sobre a ideia do delírio, a loucura, focando no lado mais obscuro do tema, principalmente falando sobre as sensações e sentimentos trazidos por isso, como  a impotência e desespero em relação à situação.

É falado sobre a obsessão e o abuso em relacionamentos, sobre o desespero e a ansiedade em uma vida estagnado sem avanços corrompida pela depressão e muitas outras variações das sensações de confusão e agonia criadas por fatores psicológicos em vários graus na vida dos doentes.

Comentários finais.

Bem, eu esperei muito tempo pelo lançamento de Delirium e definitivamente achei o resultado positivo, achei que o álbum pegou muita coisa dos álbuns antigos e melhorou, fora ter dado uma renovada no ar da banda.

Confiram o álbum, vale a pena, se percam no delírio.

Link de download: https://mega.nz/#!14ECCYKR!6dro42WBU_jRaV095OMsDAXueQ1_R6vnQG3lXgTIN3I

Até a próxima!


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domingo, 15 de maio de 2016

[Jogos] Warcraft: Orcs & Humans

Com a estreia do filme Warcraft se aproximando, nada mais justo do que vir aqui falar um pouco do jogo que vai ser adaptado neste. Então, apresento-lhes a Warcraft: Orcs & Humans, jogo que seria o início de uma das maiores franquias de jogos da história.


A era dos RTSs.

Apesar de surgirem em 1981 com Utopia, a década de 90 foi a grande explosão dos RTSs (Real Time Strategy, ou Estratégia em Tempo Real), jogos que seguem um modelo de  simulação de guerra na qual o foco é a construção de estruturas e unidades, utilizado de recursos adquiridos, para implementar uma base estratégica e com seu exército derrotar seus inimigos ou completar objetivos específicos.

Em 1994, a empresa Blizzard, que até o momento  havia lançado apenas 5 jogos, com destaque especial para The Lost Vikings, Blackthorne e  Rock n'Roll Racing, lança  Warcraft: Orcs & Humans, primeiro dos  hits que  elevaram o status da empresa, e um dos principais responsáveis pela explosão dos RTSs, junto do famoso Command & Conquer lançado um ano depois pela Westwood.

O jogo viria então ser  o arauto da vinda de Warcraft II: Tides of Darkness e Starcraft, jogos que definiriam a Blizzard por longos anos como  uma empresa quase totalmente focada nos RTSs.


Inovando em Jogabilidade.

Logo de cara, em Orcs & Humans temos essa divisão de raças, o que não quer dizer que uma ou outra esteja certa, temos um jogo no qual podemos jogar com uma das duas raças principais, e a equipe teve todo um trabalho para fazer com que ambos tenham estruturas e unidades com status semelhantes mas peculiaridades para cada raça tentando fazer um equilíbrio *que era quebrado com os demônios roubados nada equivalentes com os elementais de agua*.

O jogo, ao contrário a maioria de seus antecedentes onde muitas vezes produzir um tipo só de unidade era efetivo, forçava você a explorar diferentes formações de unidades, aproveitando-se do quase-balanço do jogo. E,também ao contrário da maioria dos seus antecessores, explorava diferentes tipos de missões, não apenas construir uma base do zero e enfrentar seu inimigo,  haviam missões de resgate e também missões onde sua base já era preestabelecida.

Depois de finalizado, o jogo ainda se mantinha interessante contando com multiplayer e editor de mapas que para época eram bem eficientes. O jogo também se mantinha interessante por que a Inteligência Artificial (AI) da máquina era muito boa, tornando as partidas  agradavelmente difíceis, sendo sempre um desafio. A AI não se resumia a ficar atacando sua base sempre que possível, ela  analisava sua base furtivamente e explorava suas fraquezas, fora o fato de sempre ter mais recursos.



O Início de um Grande  Épico.

Warcraft: Orcs & Humans marca o início de uma grande franquia que se desenvolveria por mais dois jogos RTS, cada um com respectivas expansões e depois ganharia  a continuação do seu universo no MMORPG (Massive Multiplayer Online Role Playing Game), World of Warcraft, que continua até hoje desenvolvendo a longa história do universo criado em 1994.

No jogo original nós somos apresentados inicialmente ao conceito de que há dois mundos, Azeroth onde inicialmente habitam os humanos e Draenor onde inicialmente habitam os orcs. Todo o foco do jogo é o desenvolvimento da Primeira Guerra, que consiste na invasão da Horda dos Orcs ao reino de Azerot dos humanos.

No meio tempo, é visto que que tudo ocorre devido a uma aliança entre o bruxo orc Gul'dan e o poderoso mago humano Medivh, corrompido pelo General Demoníaco Sargeras, que abrem um portal entre os dois mundo e, com Gul'dan tendo corrompido grande parte dos orcs, executam uma invasão com objetivo de dominar Azeroth destruindo os humanos.

Isso não ocorre completamente por que há conflitos internos na Horda, nem todos seguem Gul'dan, com destaque ao clã dos Lobos de Gelo, liderado por Durotan, figura importante na trama e amigo de Orgrimm Doomhammer, líder da horda após derrotar o antigo líder corrompido por Gul'dan, Blackhand.

Com vários conflitos menores ocorrendo, o fim do jogo nos mostra a Horda vencendo, mas parte dos humanos fugindo para a região de Lordaeron. Com isso, os bruxos iniciam seus estudos do portal negro. e temos uma abertura para o que está por vir na continuação.

Esse foi um grande resumo da história, especialmente pra não  ter spoilers dos cenários individuais que formam o grande cenário, e também por que alguns detalhes foram sendo corrigidos na história dos jogos subsequentes para que condizessem com a história que estaria por vir.


Conclusão.

Bem, o jogo é bem datado, mas não deixará nunca de ser um clássico e ter tido uma importância enorme na história dos jogos. Você não necessita nem jogar, mas se informar sobre este antes de jogar suas sequências é muito bom.

Vamos ver se o filme que está por vir se mantém fiel a esse clássico. Até agora, tudo mostrado nos trailers condiz fielmente com o jogo, e, mostra como a Blizzard sempre foi um passo à frente nos seus efeitos, bastando ver os cinematics de qualquer dos seus jogos que sempre foram incríveis para suas épocas de lançamento.

Até a próxima!

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sábado, 7 de maio de 2016

[Filme/Review] Capitão América: Guerra Civil - Impressões sobre o Filme

Sei que estou um tanto atrasado, já tem uma semana que milhares de blogs devem estar falando do assunto, mas, só hoje fui assistir  capitão América: Guerra Civil, então é agora que venho deixar minha opinião sobre o filme.


O Filme que deu certo.

Não, Guerra Civil, não é  um filme sombrio e feito apenas de seriedade, como alguns esperavam, mas nunca antes a Marvel acertou tão bem no equilíbrio entre seu humor e os momentos sérios. O terceiro filme do Capitão América mantém a seriedade encontrada no segundo e limita  quase todo seu foco de humor para as cenas com o Homem-Aranha, o que é totalmente válido.

O filme tem dois focos, a primeira parte dele foca na guerra ideológica entre os grupos de  Steve e Tony,  mantendo bem a ideia da obra original, mas em proporção menor.

Mesmo já havendo bastantes exemplos nos outros filmes, temos mais uma catástrofe no começo do filme apenas pra justificar mais ainda  o Tratado de Sokóvia, que deixa os Vingadores  como sendo parte da ONU. Além disso, é quando  somos apresentados ao rei de Wakanda e seu filho T'challa, que viria a se tornar o Pantera Negra.

O filme segue frenético até que temos uma pausa para a apresentação do Homem-Aranha e em seguida a famosa cena do aeroporto, cenário principal dos trailers. Todas as cenas de luta do filme são muito bem coreografadas, mas esta se destaca por serem tantos elementos juntos, apesar do foco serem duelos, você pode ver os heróis se ajudando, interferindo e  usando suas habilidades em conjunto. Esse pedaço central do filme é o foco principal do humor.

Nesse ponto alcançamos a segunda parte do enredo. O embate filosófico já era, mesmo com o Capitão América claramente contra a lei,  aparece uma segunda motivação, Guerra Civil possui um verdadeiro vilão, e este só vai ser enfrentado por Bucky, Capitão América, Homem de Ferro e, em um momento separado, pelo Pantera Negra.


Muita Velocidade, Muitos Personagens e Foco correto.

Obviamente, como o filme dele, o foco principal fica com Steve Rogers e seu companheiro Bucky, eles ganham o destaque que merecem, Bucky sendo um elemento central da trama e o Capitão sempre defendendo sua ideologia de liberdade e querendo salvar seu antigo amigo. Não são poucas as cenas em que podemos vê-lo aplicando sua força sobre-humana e suas habilidades com o escudo.

Stark está de uma maneira que nunca vimos, realmente arrependido por todos seus erros e disposto a tomar todas as decisões legais para evitar novos. Seu humor, antes destacado em todos os filmes, agora se reduziu a algumas piadas, a maioria bem seca e irônica. O filme nos mostra dois dramas importantes na vida do Vingador Dourado, e sua luta contra ambos  o Capitão e Bucky é espetacular, com a grande referência À cena onde  Rogers bloqueia os raios repulsores diretamente com seu escudo.


Wanda e Visão mostram um grande desenvolvimento em seu relacionamento, pelo visto, já são amigos bem próximos. Visão defende Stark devido a análises lógicas, já a Feiticeira Escarlate quer defender seu direito de ser como é e poder agir. Essa dualidade deixa tudo bem difícil, mas no fundo Visão só  quer proteger a garota, ele deseja que o mundo não a veja como maus olhos. Realmente me pergunto se teremos um futuro relacionamento dos dois. I SHIP IT

 Já em momentos de batalha, ambos são facilmente os mais poderosos de cada lado, eles são os que mais interferem nas lutas de seus companheiros  e costumam ter os impactos mais brutais. Mesmo assim, Ela se mostra em grande vantagem em luta um a um.

Os estreantes Pantera Negra e Homem-Aranha rapidamente ganham o amor dos fãs, mesmo que de maneiras diferentes. T'Challa é o imponente rei, suas habilidades de luta são superiores às de todos os outros do filme,e sua armadura de Vibranium lhe garante uma vantagem enorme. Diferente dos outros membros do time de Stark, a motivação do rei é a morte de seu pai, causada por Bucky.

Peter Parker tem uma breve apresentação no filme, notamos que ele é realmente o gênio nerd piadista que sempre existiu nas HQs. Ele passa por uma mudança de uniforme, mas infelizmente não há Aranha de Ferro, apenas um upgrade do seu uniforme totalmente caseiro pra um desenvolvido por Stark. Ele ama piadas e referências,  quase um Deadpool do bem,isso se ele não fosse mais antigo. *Ignorar a jovem tia May, aquilo foi desnecessário, mas não é como se isso afetasse muito a história, ao menos não por enquanto*. O jovem Parker mostra suas habilidades e velocidade na batalha, ele mesmo desenvolveu suas teias e se mostram eficientes contra todos seus inimigos. Ele apenas não tem um sentido de aranha tão efetivo, mas talvez tenha a ver com o fato dos outros heróis também serem rápidos e ele ter poderes há pouco tempo.

A dupla Bert Clinton e Natasha Romanoff é bem subaproveitada, apesar dessa última ter uma participação fundamental, e o Arqueiro ter seu destaque em conjunto de Scott Lang, o Homem-Formiga, ambos ambos tem pouco destaque fora da cena do aeroporto, não que tenham culpa, num embate de tantos superseres. O Homem-Formiga sofre do mesmo problema, mas seu pequeno grande momento foi incrível, então relevamos isso.


Onde está o Vilão? E onde estarão os Heróis?

Não é dessa vez que o foco de tudo vai ser apenas no embate filosófico e disputa de heróis. Helmut Zemo é o vilão do filme e ele tem motivações bem questionáveis.

Apesar de muitos acharem que ele, mais uma vez, foi um vilão da Marvel sem mostrar grande impacto ou ameaça, a verdade é que ele foi quem mais conseguiu alcançar seu objetivo e causar estragos ao  grupo de heróis, levando a consequências que seguirão nos próximos filmes do Universo Cinematográfico Marvel.

As cenas pós-crédito do filme nos mostram que os Vingadores de Steve conseguem fugir da prisão e estão sendo abrigados em Wakanda sob proteção de T'Challa, o que provavelmente levará à formação dos Vingadores Secretos, e uma cena que nos indica que haverá o já óbvio filme do Homem-Aranha.

Balanço Erros/Acertos.

Minha conclusão final é que Capitão América Guerra Civil é um filme muito veloz, repleto de ação e bastante fanservice, realmente algo que te dá o agrado de assistir. Apesar da velocidade e quantidade de personagens, como já temos uma enorme quantia de filmes  explicando esse universo, você não se perde e consegue aproveitar tudo.

Durante o filme, temos uma certa perda da complexidade na temática e o foco se torna algo mais pessoal dos heróis, o que eu considerei um defeito, pois não se tem suficiente tempo para abordar a importância da luta entre Liberdade e Justiça. Entretanto, isso era um tanto quanto óbvio já que uma adaptação fiel à Guerra Civil necessitaria uma grande sequência de filmes.

Talvez o não-tão-querido vilão Zemo volte e mostre mais imponência, mas, por enquanto, ele não se mostrou alguém tão interessante, apesar de ser melhor do que a maioria dos outros vilões Marvel.

Recomendo que assistam e tirem suas próprias conclusões, definitivamente não é dinheiro perdido.

Até amanhã!




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sábado, 30 de abril de 2016

[Livro] Fragile Things: Short Fictions and Wonders

A escolha do tema de hoje foi complicada. Já havia evitado postar no sábado passado devido a um prova que se aproximava. Esta semana que está por vir também tenho uma prova, mas, se for me basear nisso, nunca terei tempo pra postar, decidi não adiar mais.

No inicio da semana, havia decidido que esperaria para assistir o último episódio de Lucifer  e comentar sobre a série, e como foi passar pelos altos e baixos dela, mas, o fato de não conhecer bem a obra de origem, à qual de qualquer forma não é nada fiel, me fez botar na cabeça que não sou a melhor pessoa para falar sobre isso, ao menos por enquanto.

Desisti do tema hoje mesmo, de última hora, e não sabia como substituir, pensei em coisas que acabaria tendo que upar e demoraria, coisas que seriam longas demais para fazer a postagem a essa hora, até que enfim decidi  fazer algo diferente, falar de um livro, no caso Fragile Things (Coisas Frágeis, na versão brasileira) de Neil Gaiman.

Descobrindo esse pequeno e belo pedaço de fantasia.

É engraçado como meu primeiro contato com o autor britânico Neil Gaiman não foi com o famoso Te Sandman, que veio a ser minha HQ favorita,  nem com algum dos seus livros mais famosos. A primeira coisa que vi sobre Neil Gaiman foi um poema chamado The Day the Saucers Came (O dia em que os discos voadores chegaram).

A melhor palavra para descrever The Day the Saucers Came é "Adorável",  é simples, mágico e muito lindo ao mesmo tempo, faz você se intrigar, rir e por fim, com um belo plot twist, achar a coisa mais fofa do mundo. Dias e dias lia esse poema ou via o vídeo do próprio Neil Gaiman recitando-o.

Eu não resisti, fui atrás de descobrir de onde esse poema vinha, a coletânea de contos e poemas chamada Fragile Things. Assim que pude, comprei o livro, tenho ele original em inglês, que, ironicamente, era metade do preço da sua versão traduzida. O preço original era de U$ 7,99 nos Estados Unidos, aqui, comprei por R$20,00 , isso tem alguns anos, numa época que o preço do Dólar colaborava mais.



Uma mente que não para de trabalhar.

Como já dito, o livro se trata de uma coletânea, e, no início do livro, antes mesmo das histórias e poemas, temos comentários do próprio autor acerca destes, conta como a maioria destes surgiram, sejam as motivações profissionais ou as criativas.

A obra mistura  trabalhos originais com publicações diversas que já apareceram em outros trabalhos, muitos que apareceram em colaborações de Neil com outros autores, e em cada um destes é destacado isso na sua explicação prévia, tenha sido a pedido de algum dos autores, ou do(s) editor(es) da coletânea.

Temos a explicação  de como surgiu Sunbird, conto feito para sua filha, depois de muitas reviravoltas que poderiam fazer da vida de Neil um conto próprio. Temos  The Problem os Susan, que se embasa no universo de As Crônicas de Nárnia,  contando uma história com foco em foco em Susana, a única a não aparecer no capítulo final. Goliath foi uma história que pediram para Gaiman fazer e ser colocada no site ocifial do filme The Matrix antes do lançamento.

O livro se encerra com The Monarch of the Glen, que é um spin-off de American Gods, engraçado que eu não tenha lido a obra, mas esse conto funciona bem sozinho também.

Enfim, isso é basicamente um pedacinho do que podemos notar já de cara no início do livro. Como não é um livro contínuo, você pode ver se a história de alguma história te interessou mais, você pode começar por onde quiser, pular, repetir, se divertir, aproveitar o livro da melhor maneira.

Tentar falar de cada conto e poema  de maneira avulsa demoraria uma eternidade, mas tentarei falar um pouco dos que me foram mais interessantes, e tentar dar o mínimo de spoilers possível, já que são contos curtos.


O que aconteceria se Sherlock Holmes estivesse no mundo criado por H.P. Lovecraft?

Como já falei, a primeira coisa que li do livro foi The Day the Saucers Came, o qual já comentei e até postei, depois disso, quando comecei a ler o livro, decidi ir pela ordem convencional mesmo, aproveitar cada um dos contos, e o primeiro de todos é: A Study in Emerald.

Esse primeiro conto é exatamente sobre a ideia que dei neste título. É uma história de detetives que acaba nos levando a um lado misterioso, macabro e inexplicável, uma mistura de um mundo totalmente racional com um que depende do irracional, definitivamente algo interessante.

Na história que se passa na Inglaterra, acompanhamos um veterano de guerra que se torna amigo de um detetive com habilidades dedutivas muito acima do normal. O detetive é chamado para resolver um caso de um assassinato extremamente brutal.

Ao avançar da história, vemos que os Great Old Ones (entidades  importantes da mitologia Lovecraftiana), tem papeis importantes na sociedade, como é mostrado no caso da Rainha, e que houve uma guerra entre estes e a humanidade.

O conto e as descobertas avançam, misturando esse ar tenebroso e as surpreendentes deduções, mas, este acaba no ápice da empolgação quando *SPOILER* descobrimos que Sherlock Holmes só aparece no final da história e não é o talentoso detetive protagonista, na verdade é muito melhor*







A busca pela Ave do Sol.

Neil Gaiman é um mestre da fantasia, e ele a aborda de uma maneira inovadora, mas sem perder a essência clássica da magia, coisa que muitos autores já abandonaram.

Neste conto, somos apresentados a um grupo com membros  de características bem marcantes e diferentes, mas o que os marca como um grupo é o seu hobby: Comer, amam comer e querem comer tudo que é possível comer. O problema? Eles acreditam que já conseguiram.

Eles se reúnem e realmente não conseguem pensar em nada que não tenham comido, e quando dizem tudo, isso inclui espécies extintas como mamutes e preguiças gigantes da Patagônia. Até que um dos membros, Zebediah  diz conhecer algo que eles não provaram ainda, a Ave do Sol de Heliópolis.

Eles decidem fazer a viagem, embora algo pareça muito estranho, e até duvidem da existência da ave, a qual alguns deles nem ouviram falar.

A história que já começa suficientemente  criativa, vai abrindo mais espaço para a fantasia no fim, segredos sobre o clube atual e o antigo que veio antes deste vão sendo revelados, e descobrem toda a história por trás da Ave do Sol de Heliópolis, um dos alimentos mais incríveis que qualquer ser humanos já possa ter comido em vida.

Surpresas onde menos se espera.

How to Talk to Girls at Parties  é um dos contos mais curiosos da coletânea. Acontecendo na Inglaterra dos anos 70 (esse cara é patriota mesmo) e acompanhando os adolescentes Enn e Vic.

Os garotos, que estão numa caçada por garotas, vão a uma festa e decidem tentar a sorte. Vic, sendo sempre mais confiante, encoraja o tímido Enn a agir.

A parte interessante começa quando ele  vai descobrindo que a festa, a qual pensava serem de estrangeiros normais, na verdade é para estrangeiros de um pouco mais longe, do tipo interplanetário. E o melhor, em certos momentos isso não parece ser tão importante para um adolescente.

Um filme baseado no conto está atualmente já no estágio de pós-produção, e  provavelmente deva estrear ainda no fim deste ano, embora não tenha uma data definida.


Finalizando.

Bem, falei sobre  três dos contos e um dos poemas do livro, mas este tem mais de trinta. Só com o que eu falei, é possível perceber que há várias temáticas abordadas no livro, e quase todas  brincam com o fantástico, que é a área onde o grande Gaiman se destaca.

Você pode não gostar de cada conto individualmente, mas é muito difícil odiar tudo, é muito variado, a não ser que você seja realmente contra a fantasia, ou goste apenas de versões mais pé-no-chão destas.

Eu devo dizer que considero esse livro uma das minhas melhores aquisições, e recomendo para qualquer um que queira.

É um livro relativamente barato e pode ser achado tanto original como em inglês, em livrarias físicas ou digitais. (No caso, eu comprei na Saraiva, embora tenha visto também em outras na época). A versão brasileira é divida em duas partes.

Até a próxima!


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sábado, 9 de abril de 2016

[Música/Review] Lacuna Coil lança Música "The House of Shame"

Com a data de lançamento do novo álbum, Delirium, marcada para dia 27 de Maio, a banda italiana Lacuna Coil, em colaboração com a Revolver Magazine, nos deu ontem a primeira amostra do que está por vir, com a música "The House of Shame".

O vídeo se encontra a seguir, deem uma conferida antes de ler a análise.



A Essência do Delírio.

Sem precisar de uma análise muito profunda, nota-se que "The House of Shame" é uma das músicas mais pesadas, se não a mais, de toda a história da banda de Gothic Metal. Se o novo estilo é consequência da mudança de integrantes da banda (Dois guitarristas e um baterista saíram desde o lançamento do último disco, Broken Crown Halo) ou simplesmente uma experimentação da banda, só eles mesmos podem saber, mas os resultados foram muito bons.

O vocal de Andrea Ferro está muito mais agressivo nessa música. Se no Broken Crown Halo tivemos uma boa surpresa com a utilização dos guturais em certas músicas, agora podemos considerar aquilo apenas um teste, por que o verdadeiro potencial veio a ser usado na nova música.


Cristina Scabbia está maravilhosa como sempre, e, devido à já comentada agressividade dos vocais de Andrea, agora a  dualidade com sua voz está ainda mais incrível. A sua voz nos refrões, junto da ambientação criada pelo instrumental, consegue passar perfeitamente o conceito de insanidade, de delírio, que é a proposta da banda pro novo álbum.

O instrumental, impecável, contribui o tempo todo para o balanço das vozes, o jogo que tem nessa dualidade, que também é expressa na letra. A escolha dos tons mais graves juntos de uma bateria que sabe marcar sua presença foram essenciais na hora de dar o peso e criar a identidade própria dessa música.

Vale notar que, apesar de ser um lyric video, com foco na letra, podemos ver bastantes imagens que criam uma ambientação bem perturbada e paranóica, algo bem similar às imagens de divulgação do álbum até agora.

Retirando da própria Revolver Magazine , a declaração da vocalista Cristina Scabbia foi:

 “Everything feels different this time in the Lacuna Coil camp. It’s something I can hear it and something I can breath. A new wave of confidence, a renewed essence and pure drops of energy sweating out of our pores. I can’t wait to show it to all my friends and welcome you all once again in our family. Trust me, this is a delirium you will feel the need to be part of.”

Que, caso não saibam inglês  eu, livremente traduzi para:

"Tudo parece  diferente desta vez no campo do Lacuna Coil. É algo que posso ouvir e algo que posso respirar. Uma nova onda de confiança, uma essência renovada e gotas de pura energia suando através dos nossos poros. Mal posso esperar para mostrar a todos meus amigos e dar as boas-vindas a todos vocês mais uma vez à nossa família. Acredite em mim, este é um delírio do qual você sentirá a necessidade de fazer parte."


Ainda para antes da data de lançamento do novo álbum, a banda anunciou uma turnê pela América do Norte. O que podemos fazer agora é rezar para todos os deuses possíveis para que a banda venha nos fazer uma visitinha depois do lançamento.

Até a próxima.



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domingo, 3 de abril de 2016

[Filmes/HQs] Guerra Civil: De que lado você está? - Um Embate Filosófico

Com o lançamento Capitão América: Guerra Civil chegando,  todos estão decidindo que lado apoiar, mas apoiar está além de torcer por uma vitória, se trata de defender certas ações e filosofias. Hoje venho aqui pra fazer uma análise geral de ambos os lados da guerra e explicar o que e por que apoio.


Dos quadrinhos para as telonas.

Depois  de alcançar um sucesso indiscutível  com seu universo cinematográfico, Marvel, a Casa de Idéias,  decidiu apostar em uma das suas maiores e mais aclamadas sagas para ser a nova grande adaptação.

No entanto, apesar de ser uma notícia muito agradável, devemos entender que a decisão da Marvel foi um tanto competitiva, já que no começo Capitão América 3 nem pretendia ser Guerra Civil, ao menos na divulgação, tudo se iniciou quando  Batman vs Superman foi anunciado, e ambos possuíam datas próximas. Essa decisão levou a Marvel a adaptar a grande saga mesmo com um universo muito diferente daquele que existe nos quadrinhos, e, principalmente, com bem menos personagens.

Provavelmente, não serão apenas as proporções da guerra que serão diferentes, as motivações no filme parecem ser bem mais pessoais do que nos quadrinhos, e as relações entre os personagens são bem diferentes, o que pode nos levar a caminhos bem diferentes, talvez até mesmo com um final diferente do que acontece nas HQs.

O que veremos nos cinemas está mais para uma história inspirada em Guerra Civil, do que uma adaptação
propriamente dita.


Não se trata de certo ou errado.

Apesar das diferenças entre as mídias, a essência da Guerra Civil será mantida nos cinemas através do elemento mais importante da saga: Uma guerra ideológica sobre o grau de liberdade dos heróis na sociedade.

Logo de cara digo: Não importa se leu, ou quantas vezes leu, a HQ, se você acha que há um lado completamente certo e outro completamente errado, você definitivamente não entendeu nada.

Tanto nos quadrinhos quanto no cinema, a situação que nos leva à chamada Guerra Civil é uma lei feita pelo governo para regulamentar os "Superseres",  decisão tomada após uma (ou mais no caso do cinema) catástrofes que ocorreram devido ao trabalho não tão cuidadoso dos heróis.

Depois disso, temos a divisão de grupos liderados pelo Capitão América e o Homem de Ferro, um defendendo a liberdade e o anonimato dos heróis, e o outro defendendo a ideia de que o povo deve ser protegido de erros como os ocorridos através da regulamentação.

Irei me aprofundar um pouco em cada lado.


Sentinela da Liberdade.

A liberdade sempre foi algo muito importante na simbologia do Capitão América, e ele está claramente disposto a defendê-la.

É mais do que óbvio que alguns heróis tem motivos para se manter no anonimato. Apesar de muitos terem força para enfrentarem seus inimigos estando mascarados, mostrar-se ao público é abrir uma brecha para ser destruído na sua vida cotidiana. Tendo suas identidades reveladas, muitos heróis estariam pondo familiares em risco,  abrem caminho para terem suas carreiras e sonhos destruídos, terem suas vidas arruinadas sem precisar de um único ataque físico.

Para o Capitão América, os heróis tem direito à segurança nos seus únicos pontos fracos, eles  já fazem um enorme favor ao mundo e merecem ter seu anonimato respeitado. Mantendo os seus grandes ideais, é claro que  ele quer até o último momento agarrar a chance de não precisar sacrificar ninguém, um herói clássico que iria preferir morrer tentando salvar todos do que desistir.

 É verdade que a liberdade é algo essencial, mas isso requer uma grande confiança, requer que você tenha a certeza de ser capaz de ser o melhor, saber que o bem vai sempre vencer. Nem todos tem essa confiança, alguns preferem a prevenção, eis que entra na história o Homem de Ferro.


Vingador Dourado.

Não é nenhuma novidade que Tony Stark é um homem que bota a razão acima da emoção. Ele sabe que nesse mundo erros acontecem, e ele prefere prevenir isso mesmo que signifique fazer alguns sacrifícios para alcançar grandes objetivos. Bem semelhante ao que Adrian Veidt faz em Watchmen, se mantendo bem longe do perfil clássico de herói.

Que Stark fez muita merda na Guerra Civil original, acho que todos estão cansados de saber, mas essas merdas não tem nenhuma ligação com o ideal que ele defende. Defender o time liderado pelo Homem de Ferro significa defender que os fins justificam os meios, significa achar que, como os heróis lutam pelo povo, eles devem estar prontos para se sacrificar pelo povo.

Considerando que os personagens não sabem que estão numa história onde o bem TENDE a vencer o mal, o Homem de Ferro tomou a decisão mais plausível em relação a nosso mundo. Dificilmente, se surgissem seres com poderes capazes de destruir cidades ou até o mundo, nossos líderes atuais deixariam eles de boa se colocando como sendo a lei, ou até acima dela.

Erros devem ser evitados previamente, e se não for possível, ao menos deve-se saber quem os cometeu e fazê-los pagar por isso, independente de serem heróis nas horas vagas ou não.

Seguindo essa filosofia, o melhor heróis é aquele capaz de evitar mais mortes, não importa o esforço, os ideais ou os meios, apenas a pura justiça, mas até onde vai a ética nisso, e como pode um heróis se manter assim?



Considerações Finais.

Guerra Civil não se trata de escolher entre certo e errado, e sim, de escolher prioridades. O ser humano necessita tanto de liberdade quanto de justiça, dificilmente sobreviveríamos numa sociedade sem regras, mas ficar totalmente preso às regras também pode fazer a vida não valer a pena.

Originalmente, ambos os lados cometem erros, todos se arrependem, mesmo lutando pelo que consideram certo. No cinema isso talvez seja diferente, embora eu espere que não, gosto dessa ideia, gosto de ver algo diferente da dicotomia de bem e mal.

Enfim, escolham seu lado, vejam com quem se identificam mais, ou simplesmente apoiem seu herói preferido, embora eu não recomende a última opção.

Até a próxima!
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