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sábado, 30 de abril de 2016

[Livro] Fragile Things: Short Fictions and Wonders

A escolha do tema de hoje foi complicada. Já havia evitado postar no sábado passado devido a um prova que se aproximava. Esta semana que está por vir também tenho uma prova, mas, se for me basear nisso, nunca terei tempo pra postar, decidi não adiar mais.

No inicio da semana, havia decidido que esperaria para assistir o último episódio de Lucifer  e comentar sobre a série, e como foi passar pelos altos e baixos dela, mas, o fato de não conhecer bem a obra de origem, à qual de qualquer forma não é nada fiel, me fez botar na cabeça que não sou a melhor pessoa para falar sobre isso, ao menos por enquanto.

Desisti do tema hoje mesmo, de última hora, e não sabia como substituir, pensei em coisas que acabaria tendo que upar e demoraria, coisas que seriam longas demais para fazer a postagem a essa hora, até que enfim decidi  fazer algo diferente, falar de um livro, no caso Fragile Things (Coisas Frágeis, na versão brasileira) de Neil Gaiman.

Descobrindo esse pequeno e belo pedaço de fantasia.

É engraçado como meu primeiro contato com o autor britânico Neil Gaiman não foi com o famoso Te Sandman, que veio a ser minha HQ favorita,  nem com algum dos seus livros mais famosos. A primeira coisa que vi sobre Neil Gaiman foi um poema chamado The Day the Saucers Came (O dia em que os discos voadores chegaram).

A melhor palavra para descrever The Day the Saucers Came é "Adorável",  é simples, mágico e muito lindo ao mesmo tempo, faz você se intrigar, rir e por fim, com um belo plot twist, achar a coisa mais fofa do mundo. Dias e dias lia esse poema ou via o vídeo do próprio Neil Gaiman recitando-o.

Eu não resisti, fui atrás de descobrir de onde esse poema vinha, a coletânea de contos e poemas chamada Fragile Things. Assim que pude, comprei o livro, tenho ele original em inglês, que, ironicamente, era metade do preço da sua versão traduzida. O preço original era de U$ 7,99 nos Estados Unidos, aqui, comprei por R$20,00 , isso tem alguns anos, numa época que o preço do Dólar colaborava mais.



Uma mente que não para de trabalhar.

Como já dito, o livro se trata de uma coletânea, e, no início do livro, antes mesmo das histórias e poemas, temos comentários do próprio autor acerca destes, conta como a maioria destes surgiram, sejam as motivações profissionais ou as criativas.

A obra mistura  trabalhos originais com publicações diversas que já apareceram em outros trabalhos, muitos que apareceram em colaborações de Neil com outros autores, e em cada um destes é destacado isso na sua explicação prévia, tenha sido a pedido de algum dos autores, ou do(s) editor(es) da coletânea.

Temos a explicação  de como surgiu Sunbird, conto feito para sua filha, depois de muitas reviravoltas que poderiam fazer da vida de Neil um conto próprio. Temos  The Problem os Susan, que se embasa no universo de As Crônicas de Nárnia,  contando uma história com foco em foco em Susana, a única a não aparecer no capítulo final. Goliath foi uma história que pediram para Gaiman fazer e ser colocada no site ocifial do filme The Matrix antes do lançamento.

O livro se encerra com The Monarch of the Glen, que é um spin-off de American Gods, engraçado que eu não tenha lido a obra, mas esse conto funciona bem sozinho também.

Enfim, isso é basicamente um pedacinho do que podemos notar já de cara no início do livro. Como não é um livro contínuo, você pode ver se a história de alguma história te interessou mais, você pode começar por onde quiser, pular, repetir, se divertir, aproveitar o livro da melhor maneira.

Tentar falar de cada conto e poema  de maneira avulsa demoraria uma eternidade, mas tentarei falar um pouco dos que me foram mais interessantes, e tentar dar o mínimo de spoilers possível, já que são contos curtos.


O que aconteceria se Sherlock Holmes estivesse no mundo criado por H.P. Lovecraft?

Como já falei, a primeira coisa que li do livro foi The Day the Saucers Came, o qual já comentei e até postei, depois disso, quando comecei a ler o livro, decidi ir pela ordem convencional mesmo, aproveitar cada um dos contos, e o primeiro de todos é: A Study in Emerald.

Esse primeiro conto é exatamente sobre a ideia que dei neste título. É uma história de detetives que acaba nos levando a um lado misterioso, macabro e inexplicável, uma mistura de um mundo totalmente racional com um que depende do irracional, definitivamente algo interessante.

Na história que se passa na Inglaterra, acompanhamos um veterano de guerra que se torna amigo de um detetive com habilidades dedutivas muito acima do normal. O detetive é chamado para resolver um caso de um assassinato extremamente brutal.

Ao avançar da história, vemos que os Great Old Ones (entidades  importantes da mitologia Lovecraftiana), tem papeis importantes na sociedade, como é mostrado no caso da Rainha, e que houve uma guerra entre estes e a humanidade.

O conto e as descobertas avançam, misturando esse ar tenebroso e as surpreendentes deduções, mas, este acaba no ápice da empolgação quando *SPOILER* descobrimos que Sherlock Holmes só aparece no final da história e não é o talentoso detetive protagonista, na verdade é muito melhor*







A busca pela Ave do Sol.

Neil Gaiman é um mestre da fantasia, e ele a aborda de uma maneira inovadora, mas sem perder a essência clássica da magia, coisa que muitos autores já abandonaram.

Neste conto, somos apresentados a um grupo com membros  de características bem marcantes e diferentes, mas o que os marca como um grupo é o seu hobby: Comer, amam comer e querem comer tudo que é possível comer. O problema? Eles acreditam que já conseguiram.

Eles se reúnem e realmente não conseguem pensar em nada que não tenham comido, e quando dizem tudo, isso inclui espécies extintas como mamutes e preguiças gigantes da Patagônia. Até que um dos membros, Zebediah  diz conhecer algo que eles não provaram ainda, a Ave do Sol de Heliópolis.

Eles decidem fazer a viagem, embora algo pareça muito estranho, e até duvidem da existência da ave, a qual alguns deles nem ouviram falar.

A história que já começa suficientemente  criativa, vai abrindo mais espaço para a fantasia no fim, segredos sobre o clube atual e o antigo que veio antes deste vão sendo revelados, e descobrem toda a história por trás da Ave do Sol de Heliópolis, um dos alimentos mais incríveis que qualquer ser humanos já possa ter comido em vida.

Surpresas onde menos se espera.

How to Talk to Girls at Parties  é um dos contos mais curiosos da coletânea. Acontecendo na Inglaterra dos anos 70 (esse cara é patriota mesmo) e acompanhando os adolescentes Enn e Vic.

Os garotos, que estão numa caçada por garotas, vão a uma festa e decidem tentar a sorte. Vic, sendo sempre mais confiante, encoraja o tímido Enn a agir.

A parte interessante começa quando ele  vai descobrindo que a festa, a qual pensava serem de estrangeiros normais, na verdade é para estrangeiros de um pouco mais longe, do tipo interplanetário. E o melhor, em certos momentos isso não parece ser tão importante para um adolescente.

Um filme baseado no conto está atualmente já no estágio de pós-produção, e  provavelmente deva estrear ainda no fim deste ano, embora não tenha uma data definida.


Finalizando.

Bem, falei sobre  três dos contos e um dos poemas do livro, mas este tem mais de trinta. Só com o que eu falei, é possível perceber que há várias temáticas abordadas no livro, e quase todas  brincam com o fantástico, que é a área onde o grande Gaiman se destaca.

Você pode não gostar de cada conto individualmente, mas é muito difícil odiar tudo, é muito variado, a não ser que você seja realmente contra a fantasia, ou goste apenas de versões mais pé-no-chão destas.

Eu devo dizer que considero esse livro uma das minhas melhores aquisições, e recomendo para qualquer um que queira.

É um livro relativamente barato e pode ser achado tanto original como em inglês, em livrarias físicas ou digitais. (No caso, eu comprei na Saraiva, embora tenha visto também em outras na época). A versão brasileira é divida em duas partes.

Até a próxima!


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domingo, 21 de agosto de 2011

#183 - (IN) Consciência Reversa

Por causa de umas merdas aqui na net, deixarei só uma das letras que fiz:

 (IN) Consciência Reversa

Eu não sei o que está por vir
Mas eu temo pelo que tenho
Sei que somos vidas vazias
Não somos mais do que  desenhos

Me ensinaram a não aprender
Mas acho que aprendi errado
Por que muito filho da puta aí
Quer me ver assassinado

[Refrão]
Derrubo paredes maciças de vento
Lutando por um pensamento
O ideal esquecido ainda há de existir
enquanto eu estiver aqui
Mas eu sei que sozinho não vou fazer nada
Vos chamo pra minha caçada
Se levantem, não calem,também terão de lutar
Para um futuro lucrar

Meu mal talvez seja não me conformar
Mas meu mal é menor do que o deles
Aqueles que matam sem ver ou tocar
Apenas por seus viveres

Eu tenho em minha consciência
Armas que quebram correntes eternas
Por que posso lutar pra injustiça acabar
e tudo bem terminar

[Refrão]

Nos fazem erguer lanças contra nossos heróis
Nos fazem lutar contra nossos conceitos
Nos fazem pensar que tudo está bem
Mas o mal está ao nosso redor

Nos fazem erguer lanças contra nossos heróis
Believe in heroes that we are
Nos fazem lutar contra nossos conceitos
The power of the known is the best
Nos fazem pensar que tudo está bem
Something is Wrong, Something is Strange
Mas o mal está ao nosso redor
There's nothing left to say

[Refrão 2x]


Até amanhã!
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domingo, 7 de agosto de 2011

#169 - Shut Up!

Parabéns, eu começo a fazer um upload em uma conta diferente do 4shared e não consigo procurar o arquivo que eu ia postar hoje. Bom, como o upload que estou fazendo só vai terminar amanhã (amanhã tem coisa boa), vou apenas postar um poema antigo:


Shut Up!

O que voce diz sobre a vida?
Você apenas diz mentiras sórdidas.
Vida não é material,
vida não são as coisas sólidas.
O que ensinaram a você que é vida
é uma imitação de vida
feita de falsas idéias gélidas.

Cala a boca!
O mundo não vai pra frente.
O único avanço seria
tudo acabar de repente.
Mataríamos os infelizes
e teríamos um mundo
de gente sorridente.

Cala a boca!Não sou rico,
morreria no processo.
Era melhor eliminarmos
aqueles que não tem bom senso.
Então viveríamos em um mundo.
Um mundo perfeito.
Onde ninguem vivería preso.

Cala a boca!Estou errado.
Perfeição não vale nada.
Em um mundo perfeito
a vida estaria acabada.
Não sei mais quem eliminar,
mas continuo,
pois a vida é uma caçada.

Cala a boca!Uma verdade
dita por uma voz rouca.
A humanidade de bom só tem o amor
que para alguns é coisa louca.
Não sei mais o que dizer.
Apenas quero
que você cale a boca!!!!

ALAIN

Até amanhã!
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domingo, 10 de julho de 2011

#139 - Um pequeno aviso e um poema

Bom, estou com um pequeno problema, eu tenho muito mais bandas pra falar do que animes...embora eu queira fazer um blog totalmente equilibrado (costumo postar um dia anime outro dia banda) acredito que vou ter que começar a falar mais de bandas, e também fazer algumas variações, é uma pena...pois é, hoje vai além do aviso, apenas um pequeno poema, ahh e sexta,sabado e domingo eu apenas postarei sobre o SANA 11 pois estarei lá...



FELICIDADE

Se felicidade fosse apenas dinheiro... eu roubaria todo dia
Se felicidade fosse apenas comida... comeria até vomitar e desmaiar todos os dias
Se felicidade fosse dormir...cairia agora e não acordava mais
Se felicidade fosse apenas sexo... passaria a vida trancado num quarto com 10 mulheres
Se felicidade fosse apenas beber... eu ia precisar milhares de figados pra aguentar o tanto que beberia

...nada disso é a felicidade completa...
Eu quero ser feliz até exageradamente...
Então acho que ser feliz...é respirar...

Não acha?!?!?!?!Então presta atenção...
Felicidade não é apenas dinheiro...felicidade é a respiração de satisfação quando você consegue o dinheiro com seu esforço
Felicidade não é apenas comida...felicidade é respirar aliviado sabendo que superou a fome
Felicidade não é apenas dormir...felicidade é respirar cansado e logo depois perceber com um bocejo que acordou cheio de energia
Felicidade não é apenas sexo...felicidade é a respiração aproximada dos amantes na união de seus corpos
...e Beber??
quando vc bebe a respiração apodrece...é uma felicidade falsa...

Suicida é aquele que não encontra emoção no oxigênio que retira desse planeta,e a única forma de acabar com isso é a morte...

Vamos respirar com um pouco mais de utilidade...

felicidade é respirar...se não respirar eu morro...então eu vivo de felicidade...não concorda???
BY:ALAIN

Até amanhã!
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domingo, 26 de junho de 2011

#124 - Desenterrando

Como hoje eu estou cansado, tenho que ver se ainda consigo pelo menos ingresso pra estréia comum do último  Harry Potter, também tô assistindo Monster, então não tenho tempo hoje pra elaborar muito bem um post.
Pra não faltar postagem um dia, desenterrei um poema antigo meu, bem deiferente dos poemas que geralmente você em blogs por aí, não é nem romântico nem depressivo, tanto que ele é narrativo:


General Khal'Tazar - Diário De Um Subordinado

Foi uma noite de batalha
quando conheci Khal'Tazar.
Ele era meu general
e eu seu soldado a afirmar:
"Com minha espada irei batalhar
e enquanto eu viver
pela tropa irei lutar!".

Khal'Tazar,quase um demônio.
Lutava honrando seu clã.
Sugeriam que não morreria
pois dele tinha medo o Satã.
No inferno estaria em paz
pois nunca teve ele
uma mente muito sã.

Em uma grande batalha
seu clã foi exterminado.
Apenas ele sobrou
e pelo inimigo foi escravizado.
Após um tempo fugiu.
Encontrou logo uma cidade
e alistou-se como soldado.

Meu general não aceitava roubos
toda cidade era devastada.
Quem ousasse ir contra ele
sentiria a fúria de sua espada.
Em uma tropa de cem soldados
em luta
ninguém a ele se comparava.

Certo dia ouro eu roubei.
Pensei,"Talvez ele não descubra".
Ele descobriu e me atingiu.
A lua era cheia, a noite era rubra.
Escrevo isso agora
antes que meus olhos
o sangue cubra.
 
BY:ALAIN


Até amanhã, e foda-se se não gostou!
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